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sexta-feira, outubro 2, 2026

Entidades criticam atuação do Judiciário e apoiam Globo após cancelamento de debate presidencial

Associações do setor de comunicação repudiaram decisões judiciais que levaram ao cancelamento do debate presidencial da Globo. Em nota conjunta divulgada em Brasília na quinta-feira, 1º de outubro, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifestaram solidariedade à emissora e criticaram as determinações da Justiça.

Alterações nas regras e reação das entidades

As três entidades afirmaram que medidas judiciais impostas nas horas que antecederam o programa modificaram regras previamente acertadas entre a Globo e os partidos meses antes. Segundo as associações, essas determinações introduziram obrigações que não constavam da legislação e representaram, na avaliação delas, uma “agressão à liberdade de imprensa”, além de interferirem na autonomia da emissora para definir a organização do encontro.

Na nota, ABERT, ANER e ANJ sustentam que o cancelamento do debate prejudicou o público, dificultando o acesso dos eleitores às propostas dos candidatos que tinham aceitado o convite para participar.

Motivos do cancelamento

A Globo atribuiu a decisão de suspender o debate às decisões judiciais recebidas horas antes do programa, que teriam alterado aspectos das regras previstas e gerado insegurança jurídica. Entre as determinações apontadas pela emissora estiveram orientações sobre como deveria ser tratada a ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), questões relativas à participação de Renan Santos (Missão) e a discussão sobre os critérios de representação parlamentar que envolveram Romeu Zema (Novo).

Repercussão entre candidatos

O cancelamento também provocou reações de alguns postulantes que integrariam o debate. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) criticaram as decisões judiciais e lamentaram a não realização do programa. Caiado classificou as determinações como um “atentado à democracia brasileira”; Zema fez críticas à atuação do Judiciário no episódio; e Cury lamentou perder a oportunidade de apresentar suas propostas no debate.

O texto da nota das associações está datado de 1º de outubro e foi divulgado em Brasília. Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) já haviam informado que não participariam do encontro.

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Evaldo Ribeiro
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