Musicoterapia integra música e sons em tratamento dentro da saúde
A musicoterapia é um procedimento terapêutico que faz uso de elementos sonoros e musicais com finalidades clínicas e de cuidado. De acordo com a musicoterapeuta Gilda Maia, a prática está inserida no campo da saúde e utiliza recursos como ritmo, melodia, harmonia, voz, sons e movimento para atingir os objetivos estabelecidos em cada processo terapêutico.
Segundo Gilda Maia, a aplicação desses recursos é direcionada conforme as necessidades do paciente. Entre os efeitos relatados na prática estão o efeito calmante, a possibilidade de recuperar lembranças e a promoção de modificações no comportamento. Esses resultados dependem do planejamento conduzido pelo musicoterapeuta e das metas definidas para cada caso.
A musicoterapia também é indicada para pessoas com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. Nos casos em que há dificuldades de linguagem e interação social, o trabalho com melodias e outros elementos musicais pode favorecer a expressão de emoções e o desenvolvimento de habilidades comunicativas, contribuindo para a interação e o avanço em áreas relacionadas à fala e ao contato social.
Entre as técnicas citadas por Gilda Maia está a cantoterapia, que permite trabalhar percepção corporal, respiração, expressão vocal e a relação do indivíduo com a própria voz. A prática vocal, nesse contexto, é empregada como ferramenta para promover consciência corporal e ampliar possibilidades comunicativas.
Além da voz e dos instrumentos, a musicoterapia pode incorporar recursos sonoros variados e intervenções vibroacústicas, conforme as finalidades do tratamento. A escolha desses recursos é feita pelo profissional responsável e ajustada aos objetivos terapêuticos de cada paciente, buscando resultados específicos na área emocional, cognitiva ou motora.
O trabalho em musicoterapia é, portanto, orientado por um plano terapêutico que considera as particularidades de cada pessoa, com utilização de múltiplos elementos musicais e sonoros para alcançar os fins propostos.
Fonte: Uberlandianofoco


