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segunda-feira, outubro 5, 2026

Trump atribui alta da gasolina a ataques ucranianos a refinarias russas e fecha refinarias nos EUA

Quem e o que: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsabilizou nesta segunda-feira (5) os ataques da Ucrânia a refinarias na Rússia e o fechamento de refinarias em estados controlados por democratas pelo aumento do preço da gasolina no país, que ultrapassou US$ 4 por galão — o maior valor desde 2022. A afirmação foi publicada na rede social Truth Social.

Quando e onde: A declaração foi feita em 5 de outubro de 2026, em meio a um cenário político sensível nos EUA, com menos de um mês para as eleições de meio de mandato, quando os americanos escolherão representantes do Congresso.

Como e por quê: Trump buscou afastar a ideia de que a continuação da guerra entre EUA e Irã seja a principal causa da pressão sobre os preços dos combustíveis, argumentando que exportações de petróleo em níveis recordes reduzem a influência do Estreito de Ormuz, e que o efeito atual decorre de problemas no refino: refinarias na Rússia teriam sido atingidas por ataques ucranianos e instalações americanas estariam sendo fechadas por decisão de governadores democratas, segundo o presidente.

Contexto do mercado: Desde o início do conflito entre EUA e Irã, o mercado acompanha a influência da guerra nos preços do petróleo. Em 1º de outubro, o Brent — referência internacional — voltou a superar US$ 100 por barril. Relatórios do banco Goldman Sachs estimaram que as exportações do Golfo Pérsico recuperaram-se e atingiram 23,3 milhões de barris por dia na última semana de setembro, nível próximo à média de 2025.

No entanto, especialistas e agências apontam que a retomada do transporte de petróleo bruto não se traduziu integralmente em maior oferta de combustíveis refinados. Danos e riscos ao transporte de derivados mantêm as exportações de produtos como diesel, gasolina e querosene abaixo do normal, o que contribui para a manutenção de preços elevados. O analista Felipe Sant’Anna, da Axia Investing, destacou a necessidade de diferenciar produção, refino e logística para entender a dinâmica atual.

Estoques e reservas: A Agência Internacional de Energia (IEA) afirmou que os estoques globais de petróleo recuaram 507 milhões de barris desde fevereiro. No mesmo período, países-membros liberaram mais de 300 milhões de barris de reservas de emergência, o que não foi suficiente para eliminar a pressão sobre os preços, já que empresas e governos podem aumentar compras para recompor estoques de segurança.

Risco de novas interrupções e sazonalidade: O mercado segue atento ao risco de novos ataques a instalações de produção, refinarias ou navios, que poderia reduzir novamente a oferta. A proximidade do inverno no Hemisfério Norte também tende a elevar a demanda por energia, pressionando preços. Para atenuar o impacto doméstico, o governo alemão anunciou cortes em impostos sobre gasolina e diesel.

O que precisaria acontecer para a queda dos preços: Segundo a analista Maria Carolina Luchesi, da Hike Capital, uma queda sustentada dos preços dependeria de três fatores: recuperação duradoura das exportações, retomada da produção interrompida e normalização do mercado de combustíveis. A Energy Information Administration (EIA) estima que, em média, 5,7 milhões de barris por dia de produção ficarão parados no quarto trimestre de 2026 e projeta que a maior parte da produção do Oriente Médio volte a níveis próximos aos anteriores ao conflito no segundo trimestre de 2027.

Movimentações recentes: Nesta sexta-feira (2), o preço do petróleo recuou para abaixo de US$ 100 após a divulgação de que países analisavam liberar reservas de diesel e petróleo para aumentar a oferta. Relatos da Reuters indicaram que integrantes da União Europeia discutiam a liberação de 50 milhões de barris de diesel, enquanto membros da Agência Internacional de Energia poderiam liberar outros 50 milhões de barris.

A tensão entre EUA e Irã permanece sem resolução, com desacordos sobre o programa nuclear iraniano, sanções americanas e garantias para a livre navegação no Estreito de Ormuz, o que mantém incerteza sobre a oferta de petróleo e seus derivados.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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