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terça-feira, outubro 6, 2026

Alunos, professores e pais fazem maior dia de protestos na França por melhorias na educação

Protestos em várias cidades e bloqueios em centenas de escolas

Milhares de estudantes, professores e pais saíram às ruas nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, em diferentes centros urbanos da França, em um dia classificado como o maior da série de mobilizações que vem se estendendo pelo país. As manifestações, realizadas em cidades como Marselha, Nantes, Lyon e Paris, incluíram o bloqueio de cerca de 1.800 estabelecimentos de ensino médio, segundo a União dos Estudantes do Ensino Médio.

As concentrações começaram pacificamente no meio da manhã e ganharam força ao longo do dia, com a maior marcha prevista para ocorrer em Paris nas horas da tarde. Jovens exibiam sinalizadores de fumaça e cartazes com dizeres como “Sob nossos livros escolares, raiva” e “Onde estão os políticos? Será que eles sabem que existimos?”

Demandas e resposta do governo

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu determinou que seus ministros atendam as principais reivindicações dos estudantes, entre elas a garantia de substituição de professores ausentes, a revisão da extensão do horário escolar — atualmente apontada como das 8h às 18h — e a necessidade de intervalos de almoço mais longos. Lecornu informou também que o governo vai avaliar as obras necessárias em prédios escolares antigos e exigiu que os ministros apresentem propostas iniciais até o final de outubro.

Confrontos, feridos e prisões

O movimento, que teve início há cerca de duas semanas em subúrbios pobres de Paris e depois se espalhou pelo país, recebeu resposta com policiamento de choque. Autoridades informaram que, desde o começo dos protestos, 6.100 pessoas foram detidas, sendo a grande maioria menores. O Ministério da Justiça disse que mais de 1.800 pessoas estão sendo processadas, incluindo 1.483 menores, sem detalhar as acusações.

Segundo o gabinete de Lecornu, ao menos 715 policiais e 215 adolescentes ficaram feridos nos confrontos desde o início das manifestações. Em um episódio grave no norte da França, um adolescente de 15 anos teve a mão e parte do antebraço arrancados após ter contato com uma granada de dispersão, conforme reportagem do jornal regional La Voix du Nord. O prefeito François-Xavier Lauch, de Pas-de-Calais, evitou dar detalhes sobre o incidente, afirmando que cerca de 200 a 250 manifestantes lançavam objetos contra a polícia.

Em resposta à interrupção das aulas, algumas autoridades locais optaram por transferir atividades para o ambiente virtual durante o dia de protestos. O Ministério da Educação não divulgou números oficiais sobre a quantidade de escolas afetadas nesta terça-feira.

Entre os participantes havia estudantes recém-formados que se manifestaram sobre distanciamento entre a juventude e as elites: “Quando a resposta é a violência, isso significa que a democracia não está mais funcionando”, afirmou Hugo Vetzel, que terminou o ensino médio em Estrasburgo e cursa preparatórios.

As mobilizações continuam a pressionar o governo por medidas imediatas e reparos de infraestrutura nas escolas, com prazo inicial de propostas até o fim de outubro por parte dos ministros.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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