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terça-feira, outubro 6, 2026

Milhares protestam na Universidade Cornell em apoio à ex-aluna que acusa sete homens de estupro coletivo

Milhares de alunos, professores e moradores se reuniram no início de outubro no campus da Universidade de Cornell, em Ithaca, Nova York, em protesto de apoio à ex-aluna identificada como Jane Doe, que apresentou ação judicial afirmando ter sido drogada e violentada coletivamente em uma festa na residência da fraternidade Chi Phi.

O que motivou a manifestação

O processo, relatado pelo jornal estudantil The Cornell Daily Sun, alega que a vítima foi drogada e atacada por sete homens durante uma confraternização. O caso gerou forte reação no campus e provocou a mobilização de milhares de pessoas que exigem responsabilização tanto dos supostos agressores quanto da administração da universidade.

Reivindicações dos manifestantes

Entre as principais demandas está a renúncia do reitor Michael Kotlikoff. Os manifestantes também pedem a expulsão dos estudantes apontados no processo ou a revogação de seus diplomas, além da contratação de uma investigação externa para apurar a conduta da instituição. Os protestos têm como foco garantir responsabilização, transparência e justiça para Doe e para outras possíveis sobreviventes.

Durante a manifestação, participantes relataram sentir insegurança no campus e criticaram a forma como a universidade teria tratado o caso. “Eu não me sinto em segurança neste campus de jeito nenhum”, afirmou a estudante Andrea Cicirello durante o ato. Em entrevista à DW, Cicirello criticou a cultura institucional que, segundo ela, facilitaria episódios de violência sexual.

Outra estudante, Kaori Quan, disse: “Eu também não me sinto segura neste campus. Já chega. Os administradores deste campus não se importam com os estudantes. Demonstraram isso repetidas vezes”.

Comparações e apoio comunitário

Participantes do protesto também apontaram discrepâncias entre as punições aplicadas neste caso e as consequências impostas a manifestantes pró-Palestina, argumentando que houve falta de responsabilização em relação à acusação de agressão sexual enquanto outras manifestações resultaram em suspensões consideradas severas.

Além de estudantes, professores e moradores de Ithaca se juntaram ao ato. Willa Urbanczyl, moradora local, criticou a aparente leniência nas punições e disse estranhar que, segundo relatos, cinco dos estudantes apontados no incidente tenham conseguido continuar os estudos com penalidades leves.

A mobilização reuniu milhares de pessoas e colocou em destaque as demandas por maior segurança no campus e por esclarecimentos sobre a forma como a Universidade de Cornell tem administrado casos de agressão sexual.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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