A Polícia Civil encaminhou celulares e uma câmera, recolhidos nas proximidades do helicóptero que caiu em Urubici (SC), à Polícia Científica. Os equipamentos serão periciados para que imagens, registros de comunicação e outros dados armazenados possam ser analisados e, assim, contribuir para a reconstituição dos acontecimentos que antecederam a queda.
O que a Polícia Civil investiga
O caso tramita em inquérito conduzido pela Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias do acidente e apurar se houve conduta humana, intencional ou por negligência, passível de consequências penais. Até o momento, a corporação afirma não dispor de elementos suficientes para determinar a causa da queda do helicóptero; a perícia nos aparelhos apreendidos integra a investigação com o objetivo de suprir essa lacuna.
Apuração técnica separada
Paralelamente, o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), com a participação do Seripa V (Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), realiza investigação técnica sobre o acidente. Esses levantamentos têm natureza distinta da apuração policial: visam identificar fatores que contribuíram para a ocorrência e gerar informações para prevenir eventuais novos acidentes, sem atribuir responsabilidade criminal.
A aeronave, de matrícula PP-MGR, partiu de Porto Belo com destino a São Joaquim na tarde do dia 21 de setembro e desapareceu na região de Urubici durante o trajeto. Os destroços foram encontrados somente na manhã seguinte na localidade de Santa Bárbara, área de difícil acesso.
No acidente morreram o cantor Rick, integrante da dupla com Renner; o empresário Bruno Avelar; o videomaker Paulo Soares; o piloto Antonio Roberto Nóbrega Araújo; e o copiloto Leopoldo Barros. As equipes responsáveis pela investigação seguem com as diligências e aguardam os resultados das perícias para avançar nas conclusões sobre as causas do acidente.
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