The Furious (originalmente Huo zhe yan), dirigido por Kenji Tanigaki, aposta em sequências de combate de alto impacto e coreografias que privilegiam a fisicalidade. A narrativa central parte de uma situação simples e amplamente reconhecível: o esforço de um personagem para resgatar uma criança, elemento que orienta a empatia do público e serve de motor para as cenas de ação.
Ao longo do filme, as lutas se sucedem com ritmo e intensidade, incluindo momentos concebidos para impressionar pela força física dos confrontos. Entre as passagens mais lembradas está uma batalha em que um personagem utiliza um martelo dentro de um ringue. Outra sequência que chama atenção envolve o personagem interpretado por Xie Miao, um pai silencioso que sai em corrida de chinelos atrás de um caminhão — cena em que o personagem alcança o veículo, apesar do caráter improvável do episódio.
Embora algumas cenas estendam-se além do necessário em termos de objetividade, o prolongamento das lutas contribui para o volume e a empolgação do filme, mantendo a plateia na torcida. Há, no entanto, uma sequência situada em um edifício que demanda maior suspensão de descrença; por envolver crianças, esse trecho adota um tom mais lúdico e acaba destoando do restante da produção.
O diretor reserva sua principal jogada para o desfecho: a sequência final reúne um grande número de figurantes e atores, trabalhada com clareza coreográfica tanto no movimento dos intérpretes quanto na câmera, o que resulta em um encerramento de impacto visual e técnico.
No plano de distribuição, The Furious circulou por festivais, incluindo Toronto em 2025, e teve estreia comercial a partir de junho em mercados como Hong Kong e China (países de origem), além de Estados Unidos, Reino Unido e parte da Europa. O lançamento oficial no Brasil, porém, não tem previsão. Atualmente o filme está disponível para aluguel digital internacional e já enfrenta problemas com a pirataria.
Vinícius Lemos é jornalista e repórter da TV Paranaíba.
Fonte: Paranaíba Mais


