Ministro mantém previsão otimista para a balança comercial de 2026
O Brasil deve alcançar um superávit comercial de pelo menos US$ 90 bilhões (R$ 450 bilhões) em 2026, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, nesta quinta-feira (8). O pronunciamento foi feito a jornalistas na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
O superávit resulta quando as exportações superam as importações. Apesar da posição do ministro, o próprio ministério havia revisado para baixo a projeção oficial poucos dias antes: na terça-feira (6), o MDIC reduziu sua estimativa para o saldo da balança comercial em 2026 de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões (R$ 422 bilhões).
A revisão do MDIC levou em conta uma expectativa de crescimento menor das exportações e a desaceleração dos preços no mercado internacional. Mesmo com a queda na projeção oficial, o saldo previsto pelo governo ainda representaria um aumento de 24% em relação a 2025, quando o resultado foi de US$ 68,1 bilhões (R$ 340,5 bilhões). Caso se confirme, o superávit de 2026 seria o segundo maior da série histórica, atrás apenas do registrado em 2023.
Na declaração à imprensa, Rosa afirmou: “Continuo apostando em US$ 90 bilhões, se não passar de US$ 90 bilhões”. O ministro explicou que a estratégia do governo para sustentar as vendas ao exterior é ampliar a presença dos produtos brasileiros em mercados variados, com o objetivo de compensar obstáculos em destinos específicos.
Entre os fatores que têm dificultado as exportações, Rosa citou o aumento de tarifas por parte dos Estados Unidos e o embargo da União Europeia a carnes bovina e de aves brasileiras. Sobre as negociações com os Estados Unidos para flexibilizar tarifas, o ministro disse que os contatos estão avançando e que o governo brasileiro espera receber uma nova proposta americana dentro de três ou quatro semanas.
Rosa acrescentou que, se necessário, “nós podemos constituir um grupo de trabalho, se for o caso, enquanto isso as equipes técnicas podem dialogar”, indicando possibilidade de articulação institucional para tratar do tema.
A indicação do ministro ocorre no momento em que a balança comercial mostrava, em setembro, saldo positivo de US$ 7,7 bilhões, segundo dados divulgados previamente.
Fonte: G1


