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sexta-feira, outubro 9, 2026

Ministro diz que discussão sobre alíquotas do “imposto do pecado” ficará para depois das eleições

Definição de alíquotas será adiada até o pós-eleitoral

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta quinta-feira (8) que a discussão sobre as alíquotas do Imposto Seletivo — conhecido popularmente como “imposto do pecado” — ficará para depois do pleito eleitoral. Segundo Durigan, o governo finalizou um acordo com setores impactados e pretende encaminhar ao Congresso Nacional os termos desse entendimento após as eleições.

Durigan afirmou que o acordo foi concluído “esta semana” e que está prevista uma reunião na semana seguinte para formalizar o compromisso do governo do presidente Lula de remeter ao Legislativo o conteúdo do diálogo com os setores afetados.

Escopo do imposto e estimativa de arrecadação

O Imposto Seletivo foi criado pela reforma tributária e incidirá sobre produtos e serviços considerados nocivos à saúde ou ao meio ambiente. A lista de itens sujeita ao tributo inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. Além desses produtos, a cobrança também atingirá alguns veículos, de acordo com seu nível de poluição, e a extração de bens minerais.

Em um segundo estágio, explicou o ministério, a estratégia é elevar a tributação com objetivo regulatório, isto é, para reduzir o consumo de produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Junto com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo também resultante da reforma tributária e que entrará em vigor em 2027, o governo pretende manter a arrecadação estável em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

As próximas etapas previstas pelo Executivo incluem a reunião anunciada por Durigan e o envio ao Congresso dos termos do acordo firmado com os setores afetados.

G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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