Quem e o que: Uma pesquisa da Goldman Sachs Asset Management, feita com 5.106 trabalhadores e aposentados nos Estados Unidos, indica que mais de 60% dos entrevistados já tiveram algum tipo de trabalho paralelo, como bicos ou freelances, para complementar a renda.
Quando e onde: O levantamento foi divulgado em 2026 e refere-se a trabalhadores nos Estados Unidos.
Como e por que: Entre os motivos apontados, o aumento das despesas essenciais e a dificuldade de formar patrimônio se destacam. A pesquisa mostra que os custos de moradia e as despesas do dia a dia são citados por 31% dos entrevistados como principais obstáculos para poupar para a aposentadoria; 27% apontam o pagamento de dívidas.
Perfil por geração e situação financeira
Apesar de 65% dizerem que o emprego principal ainda é um caminho para a estabilidade financeira, 27% afirmam que a renda cobre apenas as despesas correntes e 8% relatam que nem mesmo com um trabalho regular têm segurança financeira.
Custo de vida e efeitos nos objetivos
O estudo apresenta dados que apontam aumento do peso de gastos tradicionais na renda familiar entre 2000 e 2026: o custo médio da casa própria subiu de cerca de 33% para 54% da renda; o aluguel aumentou de 21% para 26%; creche passou de 12% para 19% da renda; universidades públicas foram de 25% para 38%; e universidades privadas, de 65% para 89%.
Como consequência, cerca de 70% dos entrevistados adiaram pelo menos uma meta financeira; esse percentual chega a 83% na Geração Z e a 78% entre os millennials. Metas frequentemente postergadas incluem reserva de emergência, compra da casa própria, quitação de dívidas e aposentadoria.
Impactos no trabalho e perspectivas
A renda extra ajuda a equilibrar orçamentos, mas traz desafios: 53% dos trabalhadores dizem que preocupações financeiras prejudicam a concentração no trabalho e 31% faltaram ao emprego no último ano por questões financeiras. Além disso, 34% afirmam que provavelmente buscarão um novo emprego para melhorar a situação financeira — 48% entre a Geração Z e 47% entre os millennials.
O levantamento também identifica uma curva em “U” na percepção de segurança financeira: maior preocupação entre quem ganha menos de US$ 100 mil por ano, queda nas faixas intermediárias e aumento novamente entre quem recebe mais de US$ 300 mil por ano, devido a receios sobre manutenção do padrão de vida e preparação para a aposentadoria.
Outro dado relevante mostra redução nas contribuições para aposentadoria: a parcela de trabalhadores que aumentaram suas contribuições caiu de 55% em 2025 para 39% em 2026. A proporção dos que se consideram no caminho certo para alcançar metas financeiras também caiu — de 75% para 66% na Geração Z; de 74% para 61% entre os millennials; e de 58% para 49% na Geração X.
Fonte: G1


