O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende retirar tarifas e outras restrições que dificultam o comércio de uísque entre a Escócia e o estado de Kentucky, principal região produtora de bourbon no país. A declaração foi divulgada em uma publicação na rede Truth Social.
Segundo Trump, a decisão foi tomada após sua reunião com o rei Charles III e a rainha Camilla, durante a visita oficial do monarca britânico aos Estados Unidos nesta semana. O presidente afirmou que a medida serve como homenagem ao rei e à rainha, que deixaram a Casa Branca e em breve retornarão ao Reino Unido.
O mandatário também disse que o gesto foi resultado do encontro com o casal real e que, na visão dele, a ação facilitará a cooperação entre os produtores escoceses e os produtores de bourbon de Kentucky. Em suas palavras, o episódio teria feito com que adotasse uma iniciativa que, segundo ele, poucas administrações alcançaram.
O anúncio ocorre num contexto em que Estados Unidos e Reino Unido fecharam, em 2025, um acordo que permite a Washington cobrar uma tarifa básica de 10% sobre a maioria dos produtos importados do Reino Unido. Com a declaração de Trump, parte dessas tarifas relacionadas ao uísque deve ser reduzida ou eliminada, conforme a aplicação da nova medida.
Representantes da indústria citados pela BBC afirmaram que, se as tarifas forem suspensas, as destilarias poderão “respirar um pouco mais aliviadas” em um momento de forte pressão sobre o setor. A emissora britânica informou ainda que o governo do Reino Unido confirmou que a medida proposta abrange todas as tarifas sobre uísque, incluindo o uísque irlandês.
Para contextualizar, o termo uísque é usado de forma geral para destilados de grãos produzidos em países como Escócia, Irlanda, Estados Unidos e Japão. O bourbon, por sua vez, é um tipo de uísque americano que deve conter ao menos 51% de milho na receita e ser envelhecido em barris novos de carvalho carbonizados.
O anúncio de Trump foi repercutido por agências internacionais. Com informações da agência de notícias Reuters.
Fonte: G1


