A Chevrolet lançou a S10 Trail Boss, uma versão da picape orientada para o uso off-road que traz mudanças mecânicas e estéticas para reforçar o caráter “raiz” do modelo. O projeto foi feito em conjunto com a divisão de performance da General Motors e inclui um conjunto de suspensão assinado pela Ironman 4×4.
O kit de suspensão, desenvolvido com calibração específica para a S10, eleva a dianteira em cerca de 30 mm e aumenta o vão livre do solo para 324 mm. A alteração também resultou em ângulo de ataque de 32,5° e ângulo de saída de 22,9°, valores que reduzem a chance de a dianteira ou traseira rasparem em obstáculos. Os amortecedores foram codesenvolvidos com a GM e passaram por 26 ensaios de corrosão segundo padrão global da montadora.
Além da suspensão, a Trail Boss sai de fábrica com pneus Pirelli Scorpion All-Terrain de 18 polegadas, projetados para melhorar tração em terra, cascalho e lama, sem comprometer excessivamente o comportamento em estrada. A mudança de altura obrigou a recalibração de módulos eletrônicos e sensores; sistemas como freagem automática de emergência, assistente de manutenção em faixa e controle eletrônico de estabilidade foram revalidados para o novo conjunto.
No visual, a picape traz grade com o emblema “Black Bowtie”, para-choque traseiro e molduras de para-lama em acabamento escurecido, rodas com desenho exclusivo, estribo tubular integrado ao santantônio estendido e adesivos e emblemas da Ironman. A caçamba vem com protetor Multiflex e santantônio estendido, preparados para receber acessórios originais.
O interior adota acabamento escurecido, bancos com tecido de centro aveludado e o nome da versão bordado nos encostos. O painel combina instrumento digital de 8 polegadas e central multimídia MyLink de 11 polegadas. A conectividade inclui OnStar com Wi-Fi nativo, atualizações remotas, aplicativo com comandos à distância, entradas USB A e C, carregador por indução e integração Android Auto compatível com o Gemini do Google.
O conjunto mecânico não foi alterado: a S10 Trail Boss mantém o motor Duramax 2.8 turbodiesel de 207 cv e 52 kgfm, câmbio automático de oito marchas e tração 4×4 com reduzida acionada por comando rotativo. A calibração considera o biodiesel brasileiro. Segundo dados do Inmetro, o consumo é de 8,3 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada; o tanque tem capacidade para 76 litros.
O pacote de segurança inclui seis airbags (frontais, laterais e de cortina), controles de tração e estabilidade, alerta de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro, monitoramento de pressão dos pneus e câmera de ré.
O g1 testou a Trail Boss em São Paulo, avaliando comportamento em vias urbanas estreitas e em trechos com valetas e buracos, e relatou que a picape se adaptou bem às mudanças apesar do caráter mais rústico que se espera de um modelo preparado para trilhas. A marca posiciona a versão para clientes que desejam uma picape com capacidade off-road mais acentuada, em contraste com o movimento do mercado, que tem aproximado picapes médias de SUVs em conforto e refinamento.
No contexto de vendas entre janeiro e agosto de 2026, os números do segmento mostram: Toyota Hilux 30.203 unidades; Ford Ranger 23.499; Chevrolet S10 20.329; Mitsubishi Triton 8.467; Fiat Titano 3.479; RAM Dakota 3.200; Volkswagen Amarok 2.766; Nissan Frontier 1.020. A Trail Boss chega com preço sugerido de R$ 341.290 e dimensões e especificações técnicas informadas pela fabricante: comprimento 5,34 m; largura 1,87 m; altura 1,84 m; entre-eixos 3,09 m; peso 2.150 kg; rodas aro 18; pneus 265/60 R18; suspensão dianteira independente com braços articulados; traseira com eixo rígido; freios dianteiros a disco ventilado e traseiros a tambor; direção elétrica.
Modelos concorrentes e movimentos do mercado citados no lançamento incluem o crescimento da Ranger, a atualização prevista para a Hilux e a nova geração da Amarok, além de entrada e expansão de outros modelos no segmento de picapes no Brasil.
Fonte: G1


