24.6 C
Uberlândia
segunda-feira, outubro 12, 2026

Ex-professora que deixou o magistério por doença hoje ganha o dobro trabalhando com games

Ex-professora passa de sala de aula para liderança em comunicação de games

Jarvs Tasker deixou o ensino em 2019, aos 28 anos, após ser diagnosticada com uma doença crônica. Sete anos depois, ela está à frente da Jarvs Indie Insights, empresa que presta serviços de comunicação e marketing para a indústria de videogames, e afirma receber hoje o dobro do salário que tinha como professora.

Na quarta-feira, 23 de setembro, Tasker visitou as instalações de e-sports da Universidade de Suffolk, em Ipswich, no leste da Inglaterra, para homenagear estúdios e desenvolvedores independentes. A presença ocorreu em evento organizado pela Game Anglia, que reúne iniciativas de apoio ao setor nas regiões de Suffolk, Essex, Cambridgeshire e Norfolk.

Após deixar a sala de aula, Tasker passou a atuar como voluntária no canal do PlayStation no YouTube. Ela ressalta que gerir uma comunidade online tem muito em comum com administrar uma turma, e atribui parte de sua transição bem-sucedida às competências adquiridas no magistério.

Tasker mora em Exeter, no sudoeste da Inglaterra, e defende que muitos jovens desconhecem os diversos caminhos profissionais oferecidos pelo mercado de jogos. Segundo ela, a comunidade gamer recompensa quem demonstra paixão pelo trabalho, mas percebe rapidamente quem está apenas atrás do retorno financeiro.

Sobre o uso de inteligência artificial na produção de jogos, Tasker afirmou que o setor tem reagido com cautela e que existe uma postura contrária por parte do público. Ela destacou a importância de valorizar a criatividade humana, apontando que essa decisão conta com o apoio dos jogadores.

Mark Backler, representante da Game Anglia, afirmou que a indústria de jogos já é uma das maiores no Reino Unido e que hoje é mais viável desenvolver e publicar títulos independentes do que antes. Backler comparou o trabalho de criadores de jogos ao de produtores de conteúdo: é possível obter sucesso, embora a concorrência torne difícil se destacar.

O desenvolvedor Sam Read-Graves, que atua no leste da Inglaterra, afirmou que o setor cresceu de forma significativa na última década, citando a formação de grupos locais de estudantes e desenvolvedores que podem atrair estúdios maiores no futuro. Ele observou que grandes franquias como Call of Duty e Fifa provavelmente não surgirão nessa região por falta de grandes estúdios, mas que jogos independentes podem alcançar relevância financeira semelhante.

Abbygale Dunn, de 22 anos, fundadora e diretora da Astral Forge, com sede em Essex, disse que há cada vez mais espaço para mulheres na área. Ela contou que, quando estudava programação e design de jogos, havia poucas mulheres na turma, mas que hoje se sente aceita no mercado.

Omar Khalil, observador de games da empresa Entity, enfatizou que o Reino Unido não carece de talento, mas que o principal desafio para desenvolvedores é obter visibilidade em um mercado repleto de lançamentos. Segundo ele, existem muitos jogos de qualidade; a dificuldade é fazer com que o público os conheça.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também