Quem e o que: A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG) deflagrou a Operação Bifronte para desarticular uma organização acusada de tráfico internacional de entorpecentes e lavagem de dinheiro.
Quando e onde: A operação teve início na manhã de quarta-feira, 14/10, com ações em Uberlândia e Uberaba, no Triângulo Mineiro, e em cidades de outros quatro estados brasileiros.
Mandados e medidas judiciais
Ao todo, as equipes trabalham para cumprir 46 mandados judiciais nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina e São Paulo. Entre as ordens estão 23 prisões preventivas, 20 mandados de busca e apreensão e três medidas de recolhimento domiciliar com monitoramento eletrônico. A Justiça também autorizou a difusão vermelha da Interpol para a captura de dois investigados no exterior e determinou a transferência de dois líderes para o sistema penitenciário federal.
Sequestro milionário de bens
Como forma de enfraquecer o braço financeiro da organização, o Judiciário decretou o sequestro patrimonial de até R$ 187 milhões. A medida preventiva atinge 69 pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao esquema. Imediatamente foram confiscados uma aeronave usada pelo grupo e 11 imóveis de alto padrão localizados em Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Bahia. As autoridades destacam que o valor de R$ 187 milhões representa o teto autorizado, cabendo à apuração identificar o montante efetivamente bloqueado conforme contas e bens localizados.
Modo de atuação da organização
Segundo a investigação federal, o grupo importava carregamentos de drogas da Bolívia e do Peru, fazendo o transporte por vias rodoviárias e aéreas para distribuição no mercado interno. Paralelamente à logística, havia um sistema de ocultação de patrimônio: a estrutura contava com núcleos de comando, transporte, suporte financeiro e blindagem patrimonial por meio de familiares e empresas de fachada. Os investigados deverão responder, conforme sua participação, por tráfico transnacional de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Na ação coordenada, a FICCO/MG reúne agentes da Polícia Federal, da Polícia Civil de Minas Gerais, da Polícia Militar de Minas Gerais e da Polícia Penal de Minas Gerais, que seguem com a conferência dos bens apreendidos na região.
Fonte: Regionalzao


