26.6 C
Uberlândia
quinta-feira, outubro 15, 2026

Street Fighter (1994) revisitado: autor relembra estreia e critica adaptação

Aos 10 anos, Vinícius Lemos viu a versão para cinema de Street Fighter — A Batalha Final (1994) — em uma sessão lotada no antigo Cine Center de Uberlândia, acompanhado por primos e pela mãe, sentado na escada. A lembrança infantil foi positiva: gostou na época e mais tarde alugou o filme em VHS. Trinta e dois anos depois, com o longa disponível na Netflix, o autor voltou a assisti-lo e descreve a experiência sob a ótica adulta.

Segundo Lemos, a chamada “regra dos 15 anos” — que sugere reavaliar obras apreciadas na infância após a maturidade — se confirmou no caso de Street Fighter. Para ele, a produção de 1994 se revela como uma obra cheia de exageros e inconsistências, na qual o vilão M. Bison, interpretado por Raul Julia, é o único elemento realmente positivo.

O texto destaca que Street Fighter foi o último filme gravado por Raul Julia; o ator morreu em 1994 vítima de câncer. Ainda ciente de sua condição, Julia teria aceitado o papel para que seus filhos mais novos, fãs do jogo, guardassem uma lembrança do trabalho do pai. Lemos elogia a entrega de Julia, descrevendo sua performance como caricata e exagerada, porém adequada ao tom divertido que o personagem exige.

Por outro lado, Jean-Claude Van Damme é apontado como pouco inspirado na atuação, refletindo problemas pessoais da época — citados no texto como uso de cocaína — que teriam dificultado a produção. A direção e as cenas de ação também são criticadas: apesar de incluírem referências aos golpes do jogo, a adaptação não abraça totalmente os elementos fantásticos e exagerados dos personagens originais.

O autor enumera decisões de elenco e de caracterização que o surpreenderam negativamente: E. Honda, originalmente japonês, foi interpretado pelo ator samoano-americano Peter Navy Tuiasosopo; Ken e Ryu aparecem como golpistas; Blanka apresenta maquiagem considerada de baixa qualidade; e Dhalsim é retratado como cientista em vez de monge com poderes psíquicos. Personagens como Dee Jay e Zangief são descritos como puro alívio cômico, enquanto o filme alterna entre humor intencional e muitas passagens de humor involuntário, decorrentes de cenografia e diálogos fracos.

Apesar da falta de fidelidade e dos constrangimentos apontados, Lemos conclui que a reexibição foi mais engraçada do que dolorosa, sem ferir a memória afetiva que tinha do filme na infância.

Vinícius Lemos é jornalista e repórter da TV Paranaíba.

*Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Paranaíba Mais

Fonte: Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também