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segunda-feira, outubro 19, 2026

Doença de Newcastle detectada em granja de SC pode levar China a suspender importações de frango do Brasil

Nova Itaberaba (SC) — A presença do vírus da Doença de Newcastle foi confirmada em um estabelecimento comercial de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina, no domingo (18), e preocupa o fluxo de vendas brasileiras de carne de frango para a China, maior comprador do produto.

Em entrevista à Reuters na segunda-feira (19), o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, informou que o acordo comercial com a China prevê a suspensão temporária automática das exportações brasileiras no caso de ocorrência dessa enfermidade — mecanismo conhecido como “autoembargo”. Após a interrupção inicial, caberá à China determinar se restringirá importações de todo o Brasil, apenas do estado afetado ou de uma área delimitada onde o foco foi identificado.

Dados do governo brasileiro apontam que, entre janeiro e setembro, a China representou cerca de 10% das exportações brasileiras de carne de frango, o que corresponde a 420 mil toneladas. Santin destacou que poucos países adotam esse tipo de cláusula de suspensão automática; a maioria dos importadores costuma limitar eventuais bloqueios à região próxima ao foco, normalmente em um raio de 10 quilômetros.

Uma restrição regionalizada reduziria o efeito sobre as vendas do Brasil, já que Santa Catarina é responsável por pouco mais de 20% dos embarques nacionais de carne de frango. Ainda assim, o presidente da ABPA afirmou ser difícil, neste momento, quantificar os prejuízos decorrentes da detecção do vírus.

Posição das entidades sanitárias e setor

A ABPA, a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado de Santa Catarina (Sindicarne‑SC) informaram que, em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, acompanham o caso.

As entidades esclareceram que houve detecção do vírus, mas não foram observadas manifestações clínicas nos animais confinados — ou seja, identificação laboratorial sem sinais evidentes de doença. Elas afirmaram que o país dispõe de um sistema de defesa sanitária estruturado, com protocolos de vigilância, prevenção, contenção e controle previstos na legislação vigente.

Segundo as organizações, trata‑se de uma questão de sanidade animal e não de segurança alimentar, indicando que não existe risco associado ao consumo dos produtos. As entidades também disseram permanecer confiantes na atuação das autoridades sanitárias, reiterando o compromisso do setor com biosseguridade, transparência e cumprimento dos protocolos, e informaram que seguirão acompanhando a evolução do caso e apoiando as ações oficiais.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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