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terça-feira, outubro 20, 2026

Brasil sobe do 18º ao 12º lugar em pesquisas clínicas e mira atração de R$ 2,1 bilhões ao ano

O Brasil subiu da 18ª para a 12ª posição no ranking mundial de pesquisas clínicas entre 2025 e o primeiro semestre de 2026, de acordo com levantamento da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma). A mudança é atribuída ao marco legal criado pela Lei da Pesquisa Clínica (Lei 14.874/2024) e à regulamentação dessa norma, publicada pelo governo federal em outubro de 2025.

Quem e o que mudou

A Lei 14.874/2024, sancionada em maio de 2024, estabeleceu regras mais claras para a tramitação de protocolos de pesquisa com seres humanos. Entre as medidas previstas na legislação estão a criação do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos e a definição de prazos para as análises, com o objetivo de tornar a autorização de estudos mais previsível.

Prazos e procedimentos

A nova norma fixou limites temporais para as avaliações: até 30 dias úteis para a análise ética, segundo as regras aplicáveis, e até 90 dias úteis para a análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), quando essa avaliação for exigida. A legislação também organizou procedimentos de aprovação com possibilidade de análise simultânea e incluiu garantias relacionadas à proteção dos participantes e à continuidade do tratamento após o estudo, conforme previsto nas regras.

Os prazos não implicam aprovação automática ao final do período; pedidos de esclarecimento, recursos e etapas previstas nas normas podem estender a duração do processo.

Importância das pesquisas clínicas

Pesquisas clínicas são estudos com voluntários destinados a avaliar segurança e eficácia de medicamentos, vacinas, procedimentos e outras intervenções de saúde. Antes de chegarem a testes em humanos, substâncias passam por estudos de laboratório e avaliações pré-clínicas. A participação de pacientes em ensaios pode oferecer acesso a tratamentos experimentais e acompanhamento médico durante o estudo, respeitando critérios científicos e éticos e mediante consentimento informado.

Impacto econômico e projeções

A Interfarma projeta que o Brasil pode alcançar a 10ª posição no ranking mundial nos próximos anos, o que poderia atrair cerca de R$ 2,1 bilhões anuais em investimentos diretos relacionados a pesquisas clínicas. A entidade também estima um impacto econômico total de aproximadamente R$ 6,3 bilhões por ano e potencial para beneficiar cerca de 286 mil pacientes, números apresentados como projeção, não como resultados já obtidos.

Entre as empresas que investem em pesquisa no país, a Roche anunciou a intenção de destinar cerca de R$ 590 milhões por ano a atividades de pesquisa, incluindo estudos sobre Alzheimer, Parkinson e câncer.

Desafios para consolidar o avanço

Especialistas ouvidos pela Interfarma indicam que a manutenção do avanço depende de capacidade de centros de pesquisa, formação de profissionais, recrutamento de voluntários e estabilidade regulatória. A expectativa é que maior previsibilidade na autorização de estudos torne o Brasil mais competitivo para receber pesquisas internacionais, ampliando oportunidades para pacientes e movimentando setores relacionados à execução dos estudos, como contratação de profissionais, realização de exames e serviços especializados.

Fonte: Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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