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sexta-feira, outubro 23, 2026

Japão vai simular ataques cibernéticos com IA após falhas no PHP que tiraram sites do ar

Governo japonês cria equipe para simular ataques com IA após falha no PHP

O Japão anunciou nesta sexta-feira (23) a formação de uma força-tarefa que usará inteligência artificial para simular ataques cibernéticos e detectar vulnerabilidades em sistemas tecnológicos. A medida foi tomada em meio a uma série de incidentes que obrigaram empresas e órgãos públicos, em diversos países, a interromperem serviços on-line por precaução após a divulgação de falhas graves na linguagem de programação PHP.

Segundo relatos, milhões de tentativas de invasão foram registradas na semana em que os problemas no PHP vieram a público, o que levou operadores de sites a atualizar seus sistemas ou a suspender temporariamente serviços para mitigar riscos.

Uma das consequências no Japão foi a suspensão do sistema de alertas de emergência para celulares da SoftBank, terceira maior operadora móvel do país, que informou nesta sexta-feira que o serviço ficará indisponível durante a manutenção destinada a corrigir uma falha no PHP. A empresa tem mais de 30 milhões de clientes de smartphones. A SoftBank afirmou que, apesar da suspensão, usuários ainda poderão receber alertas de terremotos por meio de outros serviços, como um aplicativo da Yahoo.

O anúncio ocorre num país frequentemente atingido por desastres naturais e vulnerável a terremotos; além disso, o tufão Champi se aproxima da província de Okinawa, no sul do arquipélago.

O ministro da Indústria, Ryosei Akazawa, afirmou à Reuters que “um ataque pode ser bem-sucedido ao encontrar apenas uma brecha. Por isso, é importante mudarmos nossa mentalidade e pensar sob a perspectiva do invasor”. Ele acrescentou que os responsáveis pela defesa precisam empregar inteligência artificial de forma proativa para se manter à frente.

Nobuo Miwa, presidente da empresa de segurança cibernética S&J Corp, com sede em Tóquio, criticou a velocidade da resposta governamental, comparando-a a “tentar enfrentar um homem-bomba com uma lança de bambu”.

As interrupções registradas entre Tóquio e Helsinque afetaram serviços bancários, aéreos, ferroviários, tributários e governamentais. No Japão, organizações como a corretora Nomura, o grupo financeiro Mitsubishi UFJ, a companhia aérea ANA e a operadora ferroviária JR East suspenderam temporariamente alguns serviços on-line. O Ministério das Finanças, a Agência Nacional de Impostos e a Agência Meteorológica do Japão também interromperam parte de seus serviços pela internet.

A JR East informou nesta sexta-feira que alguns serviços de empresas do grupo foram restabelecidos, com os demais voltando após a confirmação de segurança. A fabricante Nippon Paint disse ter aplicado uma atualização de segurança por precaução e que seu site voltou ao ar.

Eva Chen, presidente-executiva da Trend Micro, avaliou que invasores possivelmente miram empresas japonesas devido ao nível de detalhe registrado em seus dados e que a inteligência artificial reduziu a barreira do idioma, facilitando ataques. Especialistas alertam que a IA está sendo usada para automatizar tarefas de criminosos, desde a busca por falhas em programas até a elaboração de campanhas de phishing, tornando crimes digitais mais rápidos e difíceis de detectar.

Os desenvolvedores do PHP divulgaram correções na quarta-feira (21) para vulnerabilidades que, segundo eles, existiam no programa havia anos e foram descobertas com o auxílio de inteligência artificial. Houve recomendação formal para que usuários atualizem o software imediatamente. A linguagem PHP é amplamente usada para criar sites e aplicações na internet; uma vulnerabilidade permite que invasores explorem falhas para acessar sistemas, roubar informações ou interromper serviços, e as atualizações destinam-se a corrigir esses pontos fracos.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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