Durante a votação do segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25), circulam fatos históricos sobre a Presidência da República que vão além da disputa eleitoral. Entre as curiosidades estão mandatos extremamente curtos, períodos de governo prolongados e um presidente eleito que não chegou a tomar posse.
Carlos Luz: três dias na Presidência
Carlos Luz assumiu interinamente a Presidência entre 8 e 11 de novembro de 1955, ficando no cargo por apenas três dias. Deputado mineiro de Três Corações e então presidente da Câmara dos Deputados, Luz substituiu o presidente Café Filho após o seu afastamento. O breve exercício da Presidência ocorreu em meio a uma crise política e a um movimento político-militar ligado à garantia da posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek, resultando no afastamento de Luz pelo Congresso Nacional.
Getúlio Vargas: quase 18 anos no comando
Getúlio Vargas é o chefe de Estado que mais tempo acumulou no cargo no Brasil. Vargas governou de 1930 a 1945, período que incluiu a instauração do Estado Novo, e retornou ao Palácio do Catete após vencer a eleição de 1950, exercendo o mandato iniciado em 1951 até sua morte em agosto de 1954. No total, esses dois períodos somam aproximadamente 18 anos.
Tancredo Neves: eleito, mas sem posse
Eleito pelo Colégio Eleitoral em 1985 em um processo que marcou a transição do regime militar para a democracia, Tancredo Neves adoeceu gravemente na véspera da posse, prevista para 15 de março de 1985, e faleceu em 21 de abril do mesmo ano sem ter assumido formalmente. O vice-presidente eleito, José Sarney, tomou posse e conduziu o país no início do período de redemocratização.
Primeiro presidente civil e outras notas históricas
O primeiro presidente civil do Brasil foi Prudente de Morais, que assumiu a Presidência em 1894, sucedendo o marechal Floriano Peixoto, e marcando a substituição dos dois primeiros governos republicanos militares por uma Presidência civil. Deodoro da Fonseca, que assumiu após a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, figura no início da história republicana; relatos menos documentados atribuem a ele o hábito de perfumar a barba com essência de violetas.
Remuneração do presidente
O subsídio do presidente da República foi fixado em R$ 46.366,19 brutos por mês, valor vigente em outubro de 2026 e estabelecido por lei em fevereiro de 2025. Esse montante corresponde apenas ao pagamento direto ao ocupante do cargo e não inclui despesas de segurança, transporte oficial e manutenção das estruturas necessárias ao exercício da Presidência, custeadas com recursos públicos.
Origem e funcionamento do segundo turno
O sistema de segundo turno para eleger presidente passou a ser aplicado em 1989, com a retomada das eleições diretas. Naquele ano, Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva disputaram a segunda etapa, vencida por Collor. Pela regra em vigor, um candidato vence no primeiro turno quando obtém mais da metade dos votos válidos; caso contrário, os dois mais votados vão a um segundo turno. Desde 1989, Fernando Henrique Cardoso foi o único a ser eleito ainda no primeiro turno, nas eleições de 1994 e 1998.
Data de posse a partir de 2027
Conforme a Emenda Constitucional 111, de 2021, o vencedor do segundo turno das eleições de 2026 deverá tomar posse em 5 de janeiro de 2027, data que substitui o tradicional 1º de janeiro. O mandato presidencial tem duração de quatro anos, e essa alteração passa a valer já a partir do pleito de 2026.
Para mais informações, acesse a matéria original no Paranaíba Mais: https://paranaibamais.com.br/politica/voce-sabia-brasil-ja-teve-presidente-por-apenas-3-dias-veja-outras-curiosidades/


