A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência do Brasil, confirmada após o segundo turno realizado no domingo, 25 de outubro de 2026, provocou uma série de manifestações de líderes internacionais na segunda-feira, 26. Lula obteve 51,79% dos votos válidos, o equivalente a 64,2 milhões de votos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), ou cerca de 59 milhões de votos.
Governos de diferentes orientações políticas reconheceram o resultado e aproveitaram as felicitações para destacar a importância da democracia brasileira e reafirmar disposição de manter ou intensificar relações diplomáticas e comerciais com o país.
Quem se manifestou
Entre os líderes que enviaram cumprimentos a Lula estão o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro‑ministro da Espanha, Pedro Sánchez; o primeiro‑ministro da Índia, Narendra Modi; e Mark Carney, do Canadá. Também houve mensagens de chefes de Estado e representantes de países da América Latina e da União Europeia.
Na América Latina, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, saudou a participação popular e a vitória da democracia brasileira. O presidente de Cuba, Miguel Díaz‑Canel, classificou o resultado como histórico e defendeu a continuidade da cooperação entre os dois países.
O presidente do Chile, José Antonio Kast, informou ter telefonado a Lula para cumprimentá‑lo e mencionou a intenção de ampliar a cooperação econômica e o combate ao crime organizado. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, destacou a agenda comum de integração e desenvolvimento com o Brasil.
O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, relatou conversa telefônica com Lula e ressaltou o caráter democrático do processo eleitoral. O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, enfatizou vínculos históricos e a necessidade de fortalecer relações bilaterais para gerar oportunidades econômicas.
Também chamaram a atenção as mensagens do presidente do Panamá, José Raúl Mulino, que felicitou o povo brasileiro e reafirmou o interesse em continuar a cooperação; e do presidente do Equador, Daniel Noboa, que apontou desafios comuns na região e os benefícios do trabalho conjunto.
Reações europeias
Na Europa, Emmanuel Macron parabenizou Lula e defendeu o fortalecimento da parceria estratégica entre França e Brasil diante dos desafios internacionais. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou a vitória da democracia e do multilateralismo e afirmou a intenção de manter aproximação com atenção ao comércio, às regras internacionais e à proteção do clima.
Pedro Sánchez, da Espanha, relacionou a vitória à retomada das forças progressistas no cenário internacional, interpretando o resultado como um avanço para esse movimento.
Declarações da Ásia e da China
O primeiro‑ministro da Índia, Narendra Modi, felicitou Lula e manifestou interesse em aprofundar a parceria estratégica entre Índia e Brasil, citando cooperação em setores diversos e prioridades compartilhadas do Sul Global. A China, por meio do porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores Guo Jiakun, informou que tomou conhecimento do resultado anunciado pela Justiça Eleitoral brasileira, transmitiu felicitações e expressou disposição para continuar aprofundando as relações bilaterais; Pequim é apontada como principal parceiro comercial do Brasil desde 2009.
Até a manhã de segunda (26), o ex‑presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o presidente da Argentina, Javier Milei, não haviam divulgado mensagens de felicitação. Milei apoiou Flávio Bolsonaro durante a campanha, enquanto Trump manteve postura de cautela em relação à disputa.
Temas recorrentes nas mensagens
As felicitações internacionais enfocaram, em geral, a defesa da democracia, a importância da participação cidadã e a disposição para ampliar cooperação em comércio, segurança, integração regional e meio ambiente. Autoridades de diferentes regiões e orientações políticas acompanharam de perto o resultado das eleições brasileiras, dada a relevância econômica e diplomática do país.
As manifestações de líderes estrangeiros devem continuar nos próximos dias, à medida que mais governos divulgarem posicionamentos oficiais sobre a reeleição de Lula.
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