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terça-feira, outubro 27, 2026

Bancos apontam preocupação com contas públicas e alta da inadimplência, diz BC

Quem: instituições financeiras e Banco Central (BC).

O quê: as principais apreensões dos bancos concentram-se no risco fiscal — decorrente dos déficits recorrentes e da trajetória da dívida pública — e na alta da inadimplência, que chegou a níveis recordes em um ambiente de juros elevados.

Quando e onde: as constatações estão registradas no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do Banco Central, relativo ao primeiro semestre deste ano; o documento foi divulgado após o segundo turno das eleições presidenciais realizado no domingo, 25 de outubro.

Como: em pesquisa aplicada pelo BC junto a instituições financeiras, os termos mais mencionados ao listar riscos à estabilidade foram “inadimplência”, “juros” e “inflação”. Respondentes também apontaram volatilidade nos mercados e a situação das contas públicas como fontes de preocupação.

O relatório relaciona os riscos levantados à expectativa de desaceleração da atividade econômica, às dúvidas sobre a sustentabilidade da dívida pública e ao elevado nível de endividamento de famílias e empresas. Entre os fatores que têm contribuído para os déficits fiscais sucessivos, o BC destaca o aumento dos gastos do governo e o reconhecimento de dívidas acumuladas em gestões anteriores, como os precatórios.

Os episódios recentes nos mercados financeiros, ocorridos após a eleição, ilustram essa sensibilidade: o Ibovespa registrou queda superior a 10% nos primeiros minutos de negociações, acionando o mecanismo de interrupção temporária conhecido como circuit breaker. No mesmo dia, o dólar subiu 8,21%, fechando a R$ 5,40; na sexta-feira, 23 de outubro, a moeda americana encerrou cotada a R$ 4,99.

Analistas consultados no relatório ressaltam que déficits fiscais frequentes tendem a pressionar as taxas de juros e elevar o custo da dívida pública, o que, na visão dos participantes do mercado, demanda um ajuste mais vigoroso das contas governamentais para limitar o avanço do endividamento.

Apesar dos riscos mencionados, o Banco Central avalia que não há, no momento, um risco relevante para a estabilidade financeira do país. O REF indica que o sistema financeiro nacional mantém níveis confortáveis de capitalização e liquidez e possui provisões compatíveis com as perdas esperadas, e que testes de estresse corroboram a solidez do setor bancário.

O relatório também registra preocupações externas que podem afetar o cenário econômico, como o conflito no Oriente Médio, que pressiona preços de petróleo e pressiona a inflação.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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