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sexta-feira, novembro 6, 2026

Lula afirma que Brasil tem “seriedade fiscal” e que “pobre não pagará a conta” ao rebater cobranças por cortes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu, na sexta-feira (6), as pressões de economistas e do mercado financeiro por cortes mais amplos nas despesas públicas. Em encontro do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no Ministério de Minas e Energia, o chefe do Executivo afirmou que o governo preserva responsabilidade social ao mesmo tempo em que sustenta “seriedade fiscal”.

Lula questionou comparações internacionais sobre endividamento e citou países como Estados Unidos, França, Japão e Itália para afirmar que a relação dívida/PIB brasileira não é mais grave do que a de outras nações. Na sequência, solicitou ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que apresente à imprensa os números da dívida pública e mostre a situação fiscal encontrada pelo PT ao voltar ao Palácio do Planalto em 2023.

“Para alguém falar que a gente não tem [responsabilidade], precisa dizer como a gente pegou esse governo”, disse o presidente, pedindo contexto sobre o ponto de partida da gestão. Lula também declarou que “o pobre não pagará a conta” e afirmou que não submeterá a população mais vulnerável a sacrifícios decorrentes do ajuste fiscal. Segundo ele, o governo recebeu um déficit de 2,8% e agora está fechando o orçamento com superávit.

O presidente voltou a afirmar que pretende fiscalizar a execução das metas pelos ministros: “Quem não quiser fazer, cai fora”, disse, em referência à cobrança por entregas ministeriais.

Especialistas e agentes do mercado têm cobrado limitações em despesas obrigatórias, como previdência, assistência social e gastos com pessoal, por entenderem que a falta de controle aumenta a desconfiança sobre a sustentabilidade da dívida pública. Essa percepção, segundo analistas, tem repercussões concretas na economia, entre elas valorização do dólar, elevação das expectativas de inflação e manutenção da taxa Selic em patamares elevados por mais tempo, o que encarece crédito e desestimula investimentos.

O governo, por sua vez, resiste a cortes lineares e afirma que áreas como saúde, educação e programas sociais não podem ser tratadas como despesas descartáveis. A equipe de Lula defende que o ajuste inclua revisão de renúncias fiscais e de verbas destinadas a emendas parlamentares, além de não onerar exclusivamente a população mais pobre.

Na mesma fala, o presidente avaliou o ano de 2026 como menos “exitoso” do que esperava, mas disse que o governo fez o possível no período. Lula declarou que gostaria de ver crescimento econômico mais robusto — citando metas como 10% de expansão, desemprego zero e salário mínimo de R$ 5 mil —, mas que as realizações têm limites práticos.

Por fim, o presidente reafirmou o princípio pessoal de gastar menos do que se arrecada e conectou essa lição a lembranças da mãe, dona Lindu, que o aconselhava a não gastar o que não se tem, argumento que, segundo Lula, ele trouxe para a gestão pública.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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