O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o grupo de trabalho estabelecido entre Brasil e Estados Unidos para tratar de tarifas comerciais iniciou formalmente as atividades. A declaração foi dada em entrevista à GloboNews, na qual o ministro detalhou os primeiros passos das conversas bilaterais.
Rosa disse ter enviado uma mensagem por WhatsApp ao representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, relatando que a reunião realizada no dia anterior foi positiva e que há perspectiva de avanços nos próximos encontros. Segundo o ministro, Greer chegou a entregar a Lula o contato via WhatsApp do presidente norte-americano em tom de brincadeira, sugerindo a discussão sobre redução de tarifas.
O ministro anunciou ainda que convidou o representante comercial dos Estados Unidos para uma videoconferência na semana seguinte, com possibilidade de realização na terça-feira (12) ou na quarta-feira (13). Antes disso, Rosa informou que terá, na segunda-feira (11), uma reunião no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para alinhar detalhes preparatórios.
Márcio Elias Rosa integrou a comitiva do presidente Lula durante o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado em Washington. Conforme o ministro, a próxima etapa das negociações deverá abordar de forma concreta quais reduções tarifárias os norte-americanos esperam, avaliando a viabilidade de eventuais revisões.
O governo brasileiro pretende manter o diálogo para identificar os pontos que levam os EUA a avaliarem que o Brasil aplica tarifas elevadas sobre determinados produtos importados. Rosa afirmou que, se forem apresentados argumentos plausíveis para revisão, o Brasil terá boa vontade em analisá-los.
O ministro também destacou dados sobre a pauta comercial: atualmente, 74% dos itens importados pelo Brasil provenientes dos Estados Unidos não estão sujeitos a imposto de importação. Ele observou que, apesar do déficit comercial com os EUA, isso não é visto como um problema, dado o caráter complementar das economias e dos investimentos entre os dois países.
O encontro entre Lula e Trump, em 7 de maio de 2026, durou cerca de três horas e foi descrito pelas duas partes como positivo, com foco em reaproximação e fortalecimento das relações comerciais e de investimento. O governo avalia que o diálogo pode reduzir tensões e trazer mais previsibilidade ao comércio bilateral.
Fonte: G1


