Uma roda de conversa sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi realizada na tarde da última quarta-feira, 6, no plenário da Câmara Municipal. O encontro foi organizado pela Escola do Legislativo Vereadora Virgínia Alcântara em parceria com a vice-presidente da Câmara, Maria Cecília, e reuniu autoridades, profissionais da saúde, mães atípicas e representantes da comunidade para tratar de acolhimento, diagnóstico e políticas públicas voltadas às crianças com autismo.
O TEA foi apresentado no encontro como uma condição do neurodesenvolvimento que pode comprometer a comunicação, a linguagem, a interação social e padrões de comportamento. Os participantes reforçaram que, apesar das dificuldades, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado favorecem a autonomia e a qualidade de vida das crianças. Também foi mencionado que o Sistema Único de Saúde (SUS) dispõe de uma rede de apoio e assistência destinada a atender pessoas com esse transtorno.
Entre os presentes estavam as vereadoras Ana Lúcia e Maria Cecília, a secretária municipal de Saúde, Thereza Christina Griep, o psicólogo e neuropsicólogo especializado em infância e adolescência Rafael Godói, o médico neuropediatra Nelson Donizete, além de familiares e outros membros da comunidade.
Durante a conversa, mães compartilharam experiências, expuseram demandas e sugeriram medidas para ampliar o atendimento e fortalecer as políticas públicas voltadas ao autismo. Para aumentar a acessibilidade, o evento contou com intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras).
O psicólogo Rafael Godói ressaltou a importância do acolhimento e da compreensão sobre o transtorno, observando que o autismo sempre existiu, mas que só recentemente a sociedade e os profissionais passaram a nomear e identificar com mais clareza os casos. Ele explicou que não há exame único para diagnosticar o TEA, sendo necessária observação detalhada dos sinais, que tendem a se tornar mais evidentes a partir dos cinco anos. Godói também chamou a atenção para as formas alternativas de comunicação de crianças não verbais, como gestos e comportamentos.
Thereza Christina Griep relatou desafios enfrentados pelas famílias e apresentou dados da rede municipal: atualmente 320 crianças aguardam diagnóstico de TEA ou retorno na rede de saúde, enquanto 220 pacientes já recebem os tratamentos necessários. Ela afirmou que é preciso avançar nas políticas públicas, divulgar as ações existentes e aprimorar os serviços já ofertados.
Fonte: Gazetadotriangulo


