Brasil registra maior volume de consumo registrado em 2025, segundo OIV
O Brasil teve em 2025 o maior consumo de vinho de sua história, informou a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) em estimativas divulgadas em 12 de maio de 2026. No ano, o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros, um volume 41,9% superior ao observado em 2024, quando o consumo estava excepcionalmente baixo.
Em contraste com o avanço brasileiro, o consumo mundial de vinho recuou 2,7% em 2025, totalizando 208 milhões de hectolitros. A OIV apontou que as aquisições globais vêm diminuindo de forma contínua, acumulando uma queda de 14% desde 2018.
O Brasil é o segundo maior mercado de vinhos da América do Sul. Entre países da região, a Argentina registrou redução pelo quinto ano consecutivo, com retração de 2,6% em relação a 2024, para 7,5 milhões de hectolitros. O Chile também segue encolhendo sua produção e área cultivada.
Entre os dez maiores consumidores mundiais, apenas Portugal apresentou crescimento em 2025, impulsionado pelo consumo interno. A OIV relacionou a queda global de demanda a mudanças nos hábitos de consumo, perda de poder de compra após a pandemia de covid-19 e aumento de custos e preços.
Três mercados tiveram papel importante na redução global: Estados Unidos, França e China. Os Estados Unidos reduziram o consumo em 4,3% no ano, para 31,9 milhões de hectolitros. A França registrou queda de 3,2%, totalizando 22 milhões de hectolitros. A Itália diminuiu o consumo em 9,4%, atingindo 20,2 milhões de hectolitros. A União Europeia responde por 48% do consumo mundial, e Alemanha e Espanha também apresentaram retração.
Além do Brasil, o Japão foi outro país que aumentou o consumo de vinho em 2025. Já a China perdeu posições no ranking global: passou a ser o 11º maior consumidor, depois de ocupar a sexta posição em 2020, e mantém redução contínua desde 2018.
O avanço brasileiro no setor estendeu-se à área de cultivo de uvas para vinho. Em 2025, o país alcançou 91 mil hectares de vinhedos, expansão de 9,6% em relação a 2024 e o quinto ano seguido de aumento. Em sentido oposto, a Espanha manteve a maior área do mundo com 919 mil hectares, porém com queda de 1,3% em 2025. A Argentina fechou o ano com 196 mil hectares, recuo de 1,9%, e o Chile registrou 154 mil hectares, redução de 3,7% no ano e queda acumulada de 27% desde 2019.
Garrafeira dos Sócios, um vinho tinto português especial. Divulgação.
Fonte: G1


