As exportações brasileiras de proteínas animais registraram avanço em maio de 2026, com destaque para a carne de frango, que liderou tanto em volume quanto em receita, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O desempenho reforça a participação do agronegócio nacional no comércio internacional de alimentos.
De acordo com a Secex, até a segunda semana de maio foram embarcadas 238,3 mil toneladas de carne de frango e miudezas comestíveis, em estado fresco, refrigerado ou congelado. Esses embarques geraram receita de US$ 450,4 milhões. A média diária de faturamento ficou em US$ 45 milhões, com preço médio de US$ 1.889,9 por tonelada.
Crescimento nas exportações de carne suína
O setor suinícola também apresentou resultados positivos no período. As exportações de carne suína alcançaram 55,5 mil toneladas até a segunda semana de maio, com receita de US$ 138,4 milhões. O preço médio obtido pelo produto foi de US$ 2.491,6 por tonelada, segundo a Secex.
A Secex aponta que a demanda internacional por proteínas de baixo custo e o aumento das compras por mercados estratégicos, como países da Ásia e do Oriente Médio, têm impulsionado as vendas externas. O segmento avícola, em especial, manteve ritmo elevado de embarques diante desse cenário.
O pescado teve participação menor em volume nas exportações: foram 419,7 toneladas até a segunda semana do mês, com receita de US$ 2,15 milhões. Apesar do menor volume, o pescado registrou o maior preço médio por tonelada entre as proteínas levantadas, de US$ 5.122,9.
Segundo a Secex, a competitividade dos produtos brasileiros, juntamente com um câmbio favorável, contribuiu para o fluxo contínuo de vendas externas, especialmente para aves e suínos. Mantido o atual ritmo de embarques, o setor do agronegócio brasileiro tende a seguir como fornecedor importante de alimentos no mercado mundial.
FONTE: Uberlandianofoco


