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quarta-feira, maio 20, 2026

11/03/1996: De milionários a vítimas de golpes — os dois lados dos vencedores da Mega-Sena

A Mega-Sena, cujo primeiro sorteio ocorreu em 11/03/1996, mudou a vida de muitos apostadores nas últimas quase três décadas. Enquanto alguns vencedores conseguiram preservar e multiplicar a fortuna, outros enfrentaram perdas, crimes e processos judiciais após receberem prêmios milionários.

Desde sua criação, a loteria criou centenas de milionários e distribuiu bilhões de reais em prêmios. Em ano de comemoração, às vésperas do concurso especial de aniversário, o concurso 3010, relembram-se casos que ilustram caminhos distintos após o prêmio.

Casos de gestão bem-sucedida

O maior prêmio individual em concurso regular saiu em 11/05/2019, no concurso 2150: um apostador de Recife (PE) ganhou sozinho R$ 289,4 milhões com uma aposta simples feita pelo internet banking da Caixa Econômica Federal. As dezenas sorteadas foram 23, 24, 26, 38, 42 e 49. O vencedor retirou o prêmio logo após o sorteio e, desde então, não há relatos públicos de ostentação, disputas judiciais ou problemas financeiros ligados ao caso.

Outro exemplo foi Valmir Amorim, conhecido como “Valmir da Sena”. Ex-pedreiro e trabalhador da construção civil em São Paulo, ele ganhou cerca de R$ 36 milhões na antiga Sena — valor que, atualizado, supera R$ 130 milhões — e investiu em uma fazenda de mais de 2,2 mil hectares no interior paulista, dedicando-se à pecuária e à agricultura e mantendo a administração dos negócios fora do centro das atenções.

Também se destaca o caso do vencedor de Ipira (SC), apelidado “Paulinho Loterias”, um dos contemplados na Mega da Virada de 2023 que dividiu o prêmio recorde de R$ 588,9 milhões entre cinco apostas. Depois de ganhar, ele passou a organizar bolões e atua profissionalmente com apostas coletivas, mantendo rotina discreta no interior catarinense.

Casos de perda, golpes e violência

Nem todos os ganhadores mantiveram a fortuna. Antônio Domingos, que ganhou ainda jovem na antiga Loto nos anos 1980, recebeu o equivalente hoje a cerca de R$ 30 milhões. Morador de Salvador e então com 19 anos, ele gastou grande parte do prêmio em vida de luxo e ajuda a conhecidos, perdendo o montante poucos anos depois e voltando a uma vida simples.

Fredolino José Pereira, de Viamão (RS), ganhou mais de R$ 10 milhões em 2018 após apostar com dinheiro obtido da venda de latinhas recicláveis. Aos 71 anos, investiu em imóveis e abriu uma funerária, mas, segundo investigações, um sócio e a companheira teriam aplicado golpes envolvendo estelionato e lavagem de dinheiro. Grande parte da fortuna se perdeu e o caso tramita na Justiça.

Casos com desfecho violento também marcaram a história. Jonas Lucas Alves Dias, vencedor de R$ 47,1 milhões em 2020 e morador de Hortolândia (SP), foi sequestrado em setembro de 2022: criminosos sacaram dinheiro de suas contas, o espancaram e ele foi encontrado ferido às margens de uma rodovia, vindo a falecer pouco depois. Envolvidos no crime foram condenados a penas que superam 28 anos de prisão.

Renê Senna, ex-lavrador de Rio Bonito (RJ), ganhou cerca de R$ 52 milhões em 2005 e foi assassinado em 2007. Investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro apontaram a então mulher, Adriana Ferreira Almeida, como mandante do crime. Adriana foi condenada a 20 anos de reclusão, com prisão determinada em 2018, e dois ex-seguranças foram condenados a 18 anos em 2009.

As trajetórias dos ganhadores mostram que um prêmio elevado pode representar oportunidades e riscos distintos, dependendo de gestão financeira, relações pessoais e eventos criminosos.

Fonte: Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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