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quinta-feira, maio 21, 2026

Setor madeireiro brasileiro registra queda nas exportações e aposta em diversificação

O setor madeireiro brasileiro enfrenta em 2026 uma queda significativa nas vendas externas que coloca em risco a sustentabilidade da cadeia produtiva. Entre janeiro e abril deste ano, as exportações de madeira somaram cerca de US$ 770 milhões, uma retração próxima de 30% em comparação ao mesmo período de 2025, quando o volume foi de aproximadamente US$ 1 bilhão.

O recuo é atribuído a um ambiente internacional instável, com mudanças tarifárias nos Estados Unidos, tensões geopolíticas e elevação dos custos logísticos. Essas condições afetam diretamente a economia dos produtores rurais que dependem das exportações para manter competitividade e margem de lucro.

Recuperação pontual em abril

Apesar do desempenho negativo no acumulado do ano, abril apresentou sinais de recuperação, especialmente nos segmentos de madeira serrada de pinus e compensados. Esses produtos registraram crescimento em volume e faturamento frente a março, indicando que há demanda pontual mesmo diante da conjuntura adversa.

Marcelo Wiecheteck, da STCP, apontou que a formação antecipada de estoques nos Estados Unidos e a desaceleração da construção civil norte-americana foram fatores que pressionaram o setor. A melhora observada em abril, segundo ele, sugere uma possível retomada da demanda, embora ainda seja prematuro afirmar que essa tendência será sustentável.

O economista José Pio Martins, em debate sobre o tema, ressaltou que a globalização expõe o setor a oportunidades e riscos simultâneos, exigindo adaptação rápida às mudanças políticas e econômicas externas que influenciam operações e estratégias de mercado.

Diversificação como prioridade

Em resposta às incertezas, especialistas e lideranças do setor defendem a diversificação de mercados e produtos como medida central. Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow, enfatizou a necessidade de monitorar não apenas os números de exportação, mas também os movimentos econômicos e políticos que impactam o comércio internacional.

Os analistas ouvidos concordam que enfrentar os desafios exigirá investimentos em planejamento estratégico e gestão de riscos. Flexibilidade operacional e diversificação são consideradas essenciais para preservar a resiliência e a competitividade do setor madeireiro brasileiro no mercado externo.

Com a volatilidade crescente e alterações regulatórias no comércio global, o setor deverá priorizar capacidade de adaptação para sustentar crescimento e manter presença internacional.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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