Brasília, 25 de maio de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (25) que setores da extrema direita buscam calar professores e estudantes, negar a ciência e censurar a arte por receio de que a educação desperte a consciência popular. A declaração foi feita durante um fórum que reuniu reitores de universidades brasileiras e de instituições de ensino de países africanos, realizado na capital federal.
No evento — que coincide com a celebração do “Dia da África”, feriado no continente — o presidente criticou tentativas de restringir a autonomia universitária e de limitar a diversidade de ideias nos espaços acadêmicos. Segundo Lula, há um esforço para transformar salas de aula em instrumentos de dominação.
“Em várias partes do mundo, a extrema direita não tolera a autonomia das universidades. Querem calar professores e estudantes e coibir a diversidade. Negam a ciência, censuram as artes e transformam as salas de aula em instrumento de dominação”, afirmou o presidente.
O chefe do Executivo também relacionou o desenvolvimento do pensamento crítico à luta anticolonial e às ações contra diferentes formas de discriminação, citando o combate ao racismo, à misoginia e à xenofobia. Ele disse que as universidades devem permanecer como pontos de resistência diante dos horrores praticados em conflitos.
“O pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial e o combate ao racismo, à misoginia, à xenofobia e todas as formas de discriminação. As universidades seguirão como bastiões da resistência aos horrores cometidos em todas as guerras. A extrema direita teme a educação porque sabe que é onde nasce a consciência”, completou Lula.
No discurso, o presidente citou o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela (1994-1999) e defendeu o fortalecimento da cooperação entre universidades brasileiras e instituições africanas. Lula afirmou que essa parceria é essencial para promover o desenvolvimento dos países mais pobres no continente.
O fórum reuniu reitores e representantes acadêmicos para debater temas ligados à educação superior, à autonomia universitária e à colaboração internacional entre Brasil e nações africanas.
Fonte: G1


