O ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha anunciou que escolheu Uberaba como base política para sua tentativa de retorno ao Congresso Nacional. A definição foi detalhada em entrevista ao programa Poder Entrevista, na qual Cunha afirmou que a escolha integra uma estratégia eleitoral voltada à articulação regional e ao perfil econômico do município.
Em entrevista: Cunha declarou que a decisão não ocorreu ao acaso: “Em política, nada é totalmente por acaso”, afirmou ao comentar a opção por Uberaba.
Motivos da opção por Uberaba
Segundo Cunha, Uberaba reúne condições favoráveis para seu projeto: um eleitorado significativo, forte vínculo com o agronegócio — setor no qual ele diz atuar diretamente — e capacidade de articulação dentro do Triângulo Mineiro. O ex-deputado destacou que o município funcionará como eixo central, mantendo diálogo com cidades vizinhas e polos como Uberlândia.
Parcerias locais
Cunha confirmou uma dobradinha política com Rodrigo Alcino, presidente do Uberaba Sport Club e pré-candidato a deputado estadual. A parceria, segundo ele, visa integrar a base eleitoral entre as esferas estadual e federal. “Ele será candidato a deputado estadual, e eu sou pré-candidato a deputado federal. A eleição é um somatório, construída pelas parcerias”, disse.
O ex-presidente da Câmara afirmou ainda que não pretende se tornar o nome majoritário em Uberaba, mas que dará tratamento prioritário a quem o apoiar: “Vou tratar todos que me apoiarem como se eu fosse o majoritário deles”, afirmou.
Atuação além da política
Cunha também relacionou sua presença na cidade à atuação no setor de comunicação, citando a implantação da Rede 89 FM, que opera em Uberaba e em outros municípios do Triângulo Mineiro. A emissora figura entre as patrocinadoras do Uberaba Sport Club, o que, segundo ele, ampliou o contato com lideranças locais e com a população.
Fase de articulação e repercussões
Ao falar sobre o processo eleitoral, Cunha afirmou que a disputa ainda está em fase de organização e que, neste momento, o foco é consolidar alianças. “A eleição não é feita em uma cidade só. É um somatório de votos em várias regiões”, ressaltou. Ele também disse ter a intenção de manter atuação contínua na região, diferente de candidaturas que concentram votos sem presença posterior.
Nos bastidores regionais, a mudança de domicílio eleitoral provocou reações entre lideranças, que avaliam possível impacto no tabuleiro político local e a perspectiva de novos alinhamentos e reposicionamentos partidários nos próximos meses.
Com informações de Regionalzao

