O Brasil registrou a criação de 85.888 empregos formais em abril de 2026, informou nesta quinta-feira (28) o Ministério do Trabalho e do Emprego. O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) aponta que, no mês, ocorreram 2,2 milhões de contratações e 2,1 milhões de desligamentos.
Desempenho por setor
Três dos cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas apresentaram saldos positivos em abril:
- Serviços: acréscimo de 69 mil vagas;
- Construção: abertura de 23 mil postos;
- Indústria: geração de 9 mil empregos.
Por outro lado, dois setores registraram redução no número de empregos formais:
- Comércio: queda de 8 mil vagas;
- Agropecuária: redução de 8 mil vagas.
Resultados por unidade federativa
Em abril de 2026, 24 das 27 unidades federativas tiveram saldos positivos no Caged. Os maiores avanços ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Três estados apresentaram resultados negativos: Alagoas, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte.
Caged e Pnad: diferenças metodológicas
O Caged contabiliza exclusivamente trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não inclui ocupações informais. Por essa razão, os resultados do cadastro não são diretamente comparáveis aos dados de desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad).
Segundo estatísticas oficiais do IBGE, a taxa de desocupação do país ficou em 5,6% em 2025, o menor nível desde o início da série histórica, em 2012. Esse índice representa queda de um ponto percentual em comparação a 2024, quando a taxa foi de 6,6%.
O levantamento do Caged divulgado pelo Ministério do Trabalho e do Emprego consolida os resultados mensais do mercado de trabalho formal, detalhando contratações, demissões e saldos por setor e por estado.
Fonte: G1


