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domingo, junho 21, 2026

Fazenda prevê desaceleração da atividade nos próximos trimestres, mas mantém projeção de alta do PIB em 2,3% para 2026

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda informou, nesta sexta-feira (29), que espera uma desaceleração no ritmo de expansão da atividade econômica ao longo dos próximos trimestres, mas confirmou a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3% para 2026.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o PIB do país cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026. Em valores correntes, a economia brasileira alcançou R$ 3,3 trilhões no período.

Em nota informativa, a SPE destacou que a projeção anual de 2,3% se apoia na continuidade da expansão dos setores industrial e de serviços, enquanto prevê uma desaceleração da agropecuária. Segundo o ministério, a atividade deverá perder velocidade na margem no segundo e no terceiro trimestres, com a dissipação dos efeitos de políticas públicas sendo parcialmente compensada pela queda no custo do crédito.

O órgão acrescentou que no quarto trimestre é prevista uma recuperação, na medida em que a indústria de transformação ganhe impulso em resposta à flexibilização monetária em curso, promovida pelo corte de juros do Banco Central.

Sobre a composição do crescimento no primeiro trimestre, a SPE informou que o avanço de 1,1% ficou ligeiramente acima de sua previsão, mas com mudanças na participação dos setores: a indústria teve desempenho melhor do que o esperado, enquanto serviços e agropecuária apresentaram resultados um pouco abaixo do projetado.

Pela ótica da demanda, a nota aponta que o destaque foi a forte recuperação da formação bruta de capital fixo e a aceleração do consumo das famílias. No comércio exterior, as exportações recuaram e as importações cresceram, resultando em contribuição negativa do setor externo para o crescimento no trimestre. Dessa forma, a absorção interna foi o principal motor do resultado.

Em comparação internacional, entre os países do G20 que já divulgaram o resultado do primeiro trimestre de 2026, o Brasil ficou em quarto lugar no crescimento na margem, em sexto na comparação interanual e em quinto no acumulado em quatro trimestres, segundo a Secretaria de Política Econômica.

G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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