20.7 C
Uberlândia
domingo, junho 21, 2026

ANS fixa limite de 5,11% para reajuste anual de planos de saúde individuais

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou, na sexta-feira (29 de maio de 2026), um teto de 5,11% para o reajuste anual de planos de saúde individuais e familiares. A decisão foi anunciada pela agência e vale para contratos celebrados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998.

Segundo a ANS, o índice de 5,11% é o menor limite estabelecido desde 2000, excetuando 2021, ano em que houve redução de preços motivada pela queda no uso de serviços de saúde durante o isolamento provocado pela pandemia de Covid-19. O reajuste incide sobre cerca de 7,7 milhões de beneficiários, o que corresponde a 14,5% dos 52,9 milhões de usuários de planos médicos no país.

A agência informou ainda que a correção só pode ser aplicada no mês de aniversário do contrato. Para contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá ter início em julho ou, no máximo, em agosto, com cobrança retroativa ao mês de renovação.

Para comparação, o IPCA acumulado em 12 meses até abril ficou em 4,39%, enquanto o IPCA-15 acumulou alta de 4,64% em 12 meses até maio.

Reação do mercado e avaliação de analistas

Analistas consultados por veículos de mercado avaliaram o índice como abaixo do esperado. O Citi havia projetado inicialmente um reajuste de 7,8% e afirmou que o resultado não favorece a capacidade do setor de absorver pressões persistentes de custos, incluindo despesas judiciais elevadas.

Para o UBS BB, o teto de 5,11% confirma a desaceleração dos reajustes observada após o período pós-pandemia, mas representa uma surpresa negativa de cerca de um ponto percentual em relação ao consenso, o que reduz as expectativas de crescimento de receita no segmento regulado.

Os analistas das duas instituições destacaram que a Hapvida tende a ser a mais exposta, com mais de 20% de suas receitas vinculadas a contratos individuais. Já SulAmérica, controlada pela Rede D’Or, e Bradsaúde devem sofrer impacto direto limitado.

Na bolsa paulista, por volta das 12h50 (Brasília UTC-3), as ações da Hapvida recuavam 3,77%, os papéis da Rede D’Or caíam 2,2% e as ações da Bradsaúde cediam 2,56%.

O UBS BB também apontou que, enquanto os reajustes desaceleram, a inflação dos custos médicos segue elevada por fatores estruturais, como maior utilização dos serviços, envelhecimento da população e adoção de tecnologias, o que pode pressionar margens e tornar o controle de custos e a composição da carteira fatores decisivos para o desempenho relativo das empresas do setor.

Fonte: G1 – ANS aprova limite para reajuste anual de planos de saúde individuais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também