Aneel confirma bandeira amarela para o mês de junho
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (24) que a bandeira tarifária para o mês de junho será amarela. A medida implica um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh na conta de luz dos consumidores.
Segundo a agência, a decisão leva em conta o período seco no país, que reduz a geração das usinas hidrelétricas e exige o acionamento de usinas termelétricas, cujos custos de operação são mais elevados. Por isso, a cobrança adicional será aplicada automaticamente nas faturas para cobrir o aumento do custo de geração.
Como exemplo do impacto na residência, a Aneel estima que um consumidor com consumo de 187 kWh — valor que foi a média residencial em fevereiro, conforme a Empresa de Pesquisa Energética — teria um acréscimo de R$ 3,52 na conta de luz com a vigência da bandeira amarela.
Entre janeiro e abril, a bandeira esteve na cor verde, em razão de níveis considerados satisfatórios nos reservatórios das hidrelétricas. Em maio, a Aneel já havia estabelecido a bandeira amarela, e a mesma cor foi mantida para junho.
Como funciona o sistema de bandeiras
O sistema de bandeiras tarifárias informa ao consumidor as condições de geração de energia. Quando a chuva é insuficiente e a produção hidrelétrica diminui, torna-se necessário acionar termelétricas, elevando o custo do abastecimento. Nessas situações, a Aneel aplica as bandeiras amarela, vermelha patamar 1 ou vermelha patamar 2, cada uma com uma taxa adicional específica.
A tabela de custos divulgada pela Aneel indica os valores por bandeira:
Bandeira verde – sem custo adicional;
Bandeira amarela – R$ 18,85 por MWh utilizado (equivalente a R$ 1,88 a cada 100 kWh);
Bandeira vermelha patamar 1 – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);
Bandeira vermelha patamar 2 – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).
Com a manutenção da bandeira amarela, os consumidores devem observar a incidência do acréscimo nas próximas faturas até eventual revisão pela Aneel.
Fonte: G1


