New Glenn sofre explosão em ignição estática na base da Blue Origin
A nave New Glenn, da Blue Origin, explodiu na noite de 28/05/2026 durante um teste na plataforma de lançamento da empresa na Flórida. O incidente ocorreu por volta das 22h (horário de Brasília) enquanto a equipe realizava uma ignição estática dos motores, procedimento em que o veículo permanece preso à torre de lançamento.
A Blue Origin informou que houve uma “anomalia” durante a operação e afirmou que todos os funcionários estão em segurança. A companhia disse ainda que irá divulgar informações adicionais à medida que apurar as causas do ocorrido.
O teste fazia parte dos preparativos para a missão NG-4, anunciada pela empresa um dia antes, em 27 de maio. A expectativa da companhia era utilizar a New Glenn para colocar em órbita os primeiros 48 satélites do projeto Amazon Leo, uma constelação planejada pela Amazon para prover serviços de internet via satélite.
Em nota sobre o anúncio da missão, o CEO da Blue Origin comemorou a operação e declarou estar orgulhoso do apoio à equipe responsável pelo projeto Leo.
A New Glenn é projetada para voos de longa duração e é apontada como principal concorrente da Starship, da SpaceX. Antes da explosão desta quinta-feira, o veículo já havia realizado três voos de teste sem tripulação. O primeiro voo de testes ocorreu no início de 2025, quando transportou um protótipo de outra espaçonave destinado ao lançamento de satélites.
O segundo ensaio, em novembro de 2025, levou sondas contratadas pela Nasa com destino a uma missão prevista para chegar a Marte em 2027, marcando a primeira missão comercial realizada pela New Glenn. O terceiro teste, realizado em abril de 2026, foi notável por ser a primeira reutilização de um propulsor pela empresa.
A investigação sobre a explosão seguirá em aberto enquanto equipes técnicas da Blue Origin analisam dados e recuperam elementos do local. A companhia prometeu atualizações conforme novas informações sejam confirmadas.
Não houve relatos públicos de feridos entre os funcionários presentes na base após o incidente.
Fonte: G1 – Reprodução/NasaSpaceFlight


