As alternativas de crédito disponíveis aos consumidores diferem sobretudo pela taxa de juros e pelas garantias exigidas pelas instituições financeiras, dizem especialistas. Antes de liberar um empréstimo, bancos e financeiras costumam avaliar a renda do tomador, seu histórico de pagamentos e eventuais bens que possam servir como garantia em caso de inadimplência.
Entre as modalidades, cheque especial e cartão de crédito aparecem como as mais onerosas e, por isso, recomendadas apenas para necessidades emergenciais e de curto prazo. Já o empréstimo pessoal e o consignado normalmente apresentam juros menores que essas alternativas mais caras. O financiamento imobiliário é visto pelas instituições como a modalidade de menor risco porque o imóvel funciona como garantia.
Especialistas ouvidos ressaltam que o crédito pode ser uma ferramenta útil para organizar finanças ou viabilizar compras, mas alertam para o risco de contrair dívidas de longo prazo para cobrir gastos temporários. Quando o consumo que gerou a necessidade do empréstimo acaba, a parcela do financiamento segue sendo cobrada, o que pode pressionar o orçamento.
Ao comparar opções, é importante considerar não apenas a taxa nominal, mas também o custo efetivo total da operação, incluindo encargos e tarifas. As características do contrato — prazos, possibilidade de amortização antecipada e exigência de garantias — também influenciam no custo final do crédito.
O g1 Explica publica semanalmente conteúdos sobre economia, mercado financeiro e educação financeira com o objetivo de mostrar como esses temas repercutem no bolso do consumidor. A reportagem recomenda atenção às condições oferecidas pelas instituições e ao planejamento financeiro antes de contratar qualquer modalidade de crédito.
Publicado em 30 de maio de 2026.


