A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de 374,4 mil garrafas do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da Água Mineral Natural sem Gás Crystal depois que exames laboratoriais identificaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa. A medida inclui a suspensão da comercialização, além da proibição de venda, distribuição e consumo das unidades pertencentes ao lote em todo o país.
Lote e distribuição
O lote recolhido foi produzido pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO), e corresponde a 374,4 mil garrafas de 500 ml. Segundo a fabricante, a distribuição ocorreu nos seguintes locais e quantidades: Distrito Federal — 230.443 unidades; Goiás (municípios próximos ao DF) — 66.768 unidades; Tocantins — 1.439 unidades; São Paulo (interior) — 75.750 unidades.
Motivo e confirmação
A decisão foi tomada com base em um laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou Pseudomonas aeruginosa em amostra coletada durante fiscalização de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). A contraprova confirmou o resultado, o que motivou a interdição do lote e a comunicação à Anvisa.
A medida foi oficializada pela Resolução nº 2.247/2026, publicada no Diário Oficial da União, e a agência informou que, até o momento, as evidências apontam para ocorrência restrita ao lote investigado.
Orientações ao consumidor
A Anvisa recomenda que os consumidores verifiquem se possuem em casa unidades do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126. A data de fabricação do lote é 20/01/2026 e a validade é 20/01/2027. Caso o produto pertença ao lote afetado, a orientação é interromper o consumo e contatar a empresa para instruções sobre substituição ou reembolso.
Para atendimento, a fabricante informa o telefone 0800 061 5000 e o e-mail contato@brasal.com.br.
Ações da fabricante e investigação
A Mineração Bom Jesus iniciou recolhimento voluntário logo após a confirmação da contaminação e afirmou que aproximadamente 99,2% das unidades já foram retiradas dos pontos de venda. A empresa também abriu investigação interna para apurar as possíveis causas e declarou que colabora com as autoridades sanitárias.
A apuração do caso segue sob acompanhamento da Anvisa e das vigilâncias sanitárias envolvidas.
Fonte: Paranaibamais


