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sábado, junho 6, 2026

Queda nos preços dos ingressos da Copa de 2026 gera dúvidas sobre vendas da Fifa

Ingressos em queda e disponibilidade instável a uma semana do início do torneio

O que: Variações de preço, disponibilidade irregular e ofertas em mercados secundários têm marcado a venda de ingressos para a Copa do Mundo de 2026, a uma semana do início do torneio, e levantam questões sobre as estratégias de comercialização adotadas pela Fifa.

Quem: A própria Fifa, plataformas de revenda como SeatGeek, StubHub e VividSeats, e órgãos de controle como os procuradores-gerais de Nova York e Nova Jersey, que abriram investigação sobre as práticas de bilheteria da entidade mundial do futebol.

Quando: As últimas movimentações ocorreram nas primeiras semanas de abril até os dias próximos ao começo da Copa; autoridades de Nova York e Nova Jersey iniciaram investigação “na semana passada”, segundo reportagens, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou em fevereiro que “todos os jogos já estão esgotados”. Na terça-feira (2/6), houve alterações significativas nos estoques reportados.

Onde: Nos sites oficiais de venda e revenda da Fifa e em mercados secundários online, com destaque para listagens observadas no SeatGeek, StubHub e VividSeats, além de monitoramento do mercado por serviços independentes como o TicketData, que acompanha eventos nos Estados Unidos.

Como: A Fifa adotou precificação variável e liberou janelas finais de venda ao público em abril, além de criar categorias “frontais” mais caras. Consumidores relataram falta de transparência na tabela de preços e entrega de lugares de valor inferior aos pagos. No site oficial, existe um mecanismo de revenda que cobra 15% do comprador e 15% do vendedor.

Por que há suspeitas: Relatórios apontam que ingressos para partidas com menor apelo tiveram quedas significativas de preço tanto no site de revenda da Fifa quanto em mercados secundários, e que lotes de assentos foram colocados à venda de forma coordenada em determinados blocos e fileiras. O TicketData registrou cerca de 74 mil ingressos disponíveis para 86 das 104 partidas em um momento; em poucas horas esse número caiu para cerca de 32 mil e, em 2 de junho, para 22 mil com 66 jogos à venda. Posteriormente, o número voltou a subir para 37 mil, segundo o mesmo monitoramento.

Há exemplos concretos citados na cobertura: a partida de abertura, México x África do Sul, ainda apresentava mais de 500 lugares no site da Fifa com preços a partir de US$ 2.273 (R$ 11.740). Em jogos de menor demanda, ingressos com preço nominal de US$ 380 (R$ 1.963) foram anunciados muito abaixo do valor. Para o jogo Jordânia x Argélia, dois lugares comparáveis no bloco 121 com valor nominal de US$ 620 (R$ 3.202) chegaram a ser oferecidos por R$ 1.179 no site de revenda da Fifa (64% abaixo), por R$ 1.323 no SeatGeek e por 172 libras (R$ 1.185) no StubHub. Para República Tcheca x África do Sul, assentos do bloco 122 com valor nominal de R$ 2.356 foram vistos abaixo de R$ 1.310 em marketplaces.

O SeatGeek afirmou que é “um mercado confiável que oferece aos torcedores acesso seguro a ingressos para dezenas de milhares de eventos ao vivo, incluindo a Copa do Mundo”, e negou parceria ou acordo de distribuição com a Fifa. O StubHub North America, pertencente à Viagogo, também declarou que “a Viagogo é um mercado seguro e regulamentado. Não possui qualquer relação com a Fifa”. A Fifa foi procurada para comentar, mas não respondeu, segundo a reportagem.

Observadores apontam que a Fifa tem interesse em evitar arquibancadas vazias, o que poderia explicar esforços para transferir ingressos a canais de revenda, mas não há confirmação pública sobre operações coordenadas. Casos anteriores, como a queda drástica de preços em partida do Mundial de Clubes entre Chelsea e Palmeiras — com ingressos a R$ 56,32 — são citados como referência do comportamento dos mercados.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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