O preço do milho recuou tanto no mercado interno brasileiro quanto nas cotações internacionais, pressionado pelo avanço da colheita da safrinha no Brasil e por condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos. A desvalorização, segundo agentes do setor, afeta a atividade rural e a economia ligada à commodity, gerando apreensão entre produtores e compradores.
Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que os valores do milho caíram na maioria das regiões brasileiras. A retração coincide com uma menor participação de compradores no mercado, que têm atuado com estoques considerados suficientes para suprir a demanda imediata.
Expectativas para a safrinha brasileira
A perspectiva de uma colheita mais volumosa da safrinha leva consumidores a adotar cautela nas compras. A redução da paridade de exportação, impactada pela queda das cotações externas, também limita a busca por vendas internacionais e reduz a competitividade do milho brasileiro no mercado externo.
Produtores, por sua vez, têm postergado comercializações na tentativa de obter condições melhores de venda. Essa postura é influenciada por incertezas sobre o potencial produtivo da safra 2025/26, sobretudo em áreas que sofreram com seca e episódios de geada.
Na Bolsa de Chicago, as cotações do milho registraram perdas relevantes, pressionadas pela melhora do cenário climático nos Estados Unidos. Previsões de chuvas regulares e temperaturas adequadas aumentam a expectativa por uma safra mais robusta e reduzem o temor de perdas produtivas.
Além disso, a maior oferta de milho na América do Sul — impulsionada pela colheita da segunda safra brasileira e por uma safra forte na Argentina — contribui para a pressão sobre os preços. O comportamento do mercado de trigo, que também tem apresentado desvalorizações, exerce influência sobre a formação dos preços do milho.
Fatores macroeconômicos complementam o contexto de baixa: a queda no preço do petróleo e a valorização do dólar ampliam a pressão sobre as commodities agrícolas. Especialistas ressaltam que os produtores devem permanecer atentos aos riscos climáticos, porque alterações significativas no tempo podem alterar rapidamente o cenário de preços.
Fonte: Uberlandianofoco


