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terça-feira, junho 16, 2026

Milho tem queda de preços no Brasil e em Chicago com avanço da safrinha e clima favorável nos EUA

O preço do milho recuou tanto no mercado interno brasileiro quanto nas cotações internacionais, pressionado pelo avanço da colheita da safrinha no Brasil e por condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos. A desvalorização, segundo agentes do setor, afeta a atividade rural e a economia ligada à commodity, gerando apreensão entre produtores e compradores.

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que os valores do milho caíram na maioria das regiões brasileiras. A retração coincide com uma menor participação de compradores no mercado, que têm atuado com estoques considerados suficientes para suprir a demanda imediata.

Expectativas para a safrinha brasileira

A perspectiva de uma colheita mais volumosa da safrinha leva consumidores a adotar cautela nas compras. A redução da paridade de exportação, impactada pela queda das cotações externas, também limita a busca por vendas internacionais e reduz a competitividade do milho brasileiro no mercado externo.

Produtores, por sua vez, têm postergado comercializações na tentativa de obter condições melhores de venda. Essa postura é influenciada por incertezas sobre o potencial produtivo da safra 2025/26, sobretudo em áreas que sofreram com seca e episódios de geada.

Na Bolsa de Chicago, as cotações do milho registraram perdas relevantes, pressionadas pela melhora do cenário climático nos Estados Unidos. Previsões de chuvas regulares e temperaturas adequadas aumentam a expectativa por uma safra mais robusta e reduzem o temor de perdas produtivas.

Além disso, a maior oferta de milho na América do Sul — impulsionada pela colheita da segunda safra brasileira e por uma safra forte na Argentina — contribui para a pressão sobre os preços. O comportamento do mercado de trigo, que também tem apresentado desvalorizações, exerce influência sobre a formação dos preços do milho.

Fatores macroeconômicos complementam o contexto de baixa: a queda no preço do petróleo e a valorização do dólar ampliam a pressão sobre as commodities agrícolas. Especialistas ressaltam que os produtores devem permanecer atentos aos riscos climáticos, porque alterações significativas no tempo podem alterar rapidamente o cenário de preços.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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