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segunda-feira, junho 22, 2026

13/05/2026 — EUA atualizam lista e incluiu Baidu, Alibaba, BYD e outras empresas por suposta colaboração com o Exército chinês

Departamento de Defesa dos EUA amplia lista de empresas associadas a militares chineses

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou uma atualização de sua lista de empresas que, segundo o governo americano, mantêm relações com as forças militares da China. A versão mais recente, publicada na segunda-feira (8), passou a incluir 188 companhias, com ênfase em nomes do setor de tecnologia e manufatura.

Entre as organizações acrescentadas estão o buscador Baidu; as fabricantes de robótica Unitree e Robosense Technology; a plataforma de comércio eletrônico Alibaba; as produtoras de chips CXMT e YMTC; a montadora BYD; a empresa de biotecnologia WuXi AppTec; e a fabricante de equipamentos de telecomunicações Baicells.

Segundo o documento do Departamento de Defesa, as empresas “se qualificam para a designação de ‘empresas militares chinesas'” e têm atuação nos Estados Unidos. O órgão informou também que as companhias registradas poderão solicitar a remoção da lista.

As implicações práticas da inclusão foram detalhadas com base em legislação recente: a partir do final de junho o Departamento de Defesa não poderá contratar diretamente com empresas presentes na relação; e, a partir de 2027, ficará proibido adquirir produtos e serviços dessas empresas por meio de terceiros.

A decisão atualiza uma lista anterior do começo de 2025 e foi divulgada menos de um mês após o encontro entre o presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping em Pequim, realizado em 13/05/2026. A reunião teve trocas de elogios, mas não eliminou impasses sobre temas sensíveis como Taiwan.

Em reação, a Embaixada da China nos Estados Unidos declarou que o governo chinês se opõe à “criação de listas discriminatórias para perseguir empresas chinesas” e afirmou que as companhias em questão cumprem leis e regulações locais. A embaixada pediu que os EUA cessem “essa prática errônea” e propiciem um ambiente “justo, equitativo e não discriminatório” para empresas chinesas.

Algumas das empresas listadas contestaram a inclusão. O Alibaba declarou não haver fundamento para a classificação, assegurando que “não é uma companhia militar chinesa nem faz parte de qualquer estratégia de fusão entre setores civil e militar” e informou que adotará medidas legais para reverter a decisão. A WuXi AppTec qualificou a inclusão como equivocada e afirmou que tomará providências imediatas para reverter a designação. A Baidu rejeitou “categoricamente” a entrada na relação e chamou a alegação de “totalmente infundada”, afirmando que usará todos os recursos disponíveis para ser retirada do documento. Até a última atualização da reportagem original, outras empresas não haviam se pronunciado à Reuters.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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