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segunda-feira, junho 22, 2026

Saúde mental e transtornos cerebrais já custam US$ 5 trilhões por ano; custo pode passar de US$ 16 trilhões até 2030, diz estudo

Um estudo elaborado pela Sodexo em parceria com a Social Impact Partners e a Global Brain Health Initiative aponta que condições relacionadas à saúde mental e transtornos cerebrais impõem um custo anual de aproximadamente US$ 5 trilhões à economia global. Segundo a publicação “Creating Workplace Environments that Support Brain Health”, sem intervenções eficazes esse impacto econômico pode ultrapassar US$ 16 trilhões até 2030.

O levantamento destaca que depressão e ansiedade, isoladamente, geram perdas de produtividade estimadas em US$ 1 trilhão por ano e equivalem a cerca de 12 bilhões de dias de trabalho perdidos anualmente. Ainda de acordo com o relatório, funcionários desengajados provocam prejuízos ao redor de US$ 8,8 trilhões, valor correspondente a 9% do PIB mundial.

Os autores do estudo ressaltam o papel do ambiente de trabalho na mitigação desses impactos. Em média, os trabalhadores passam cerca de 90 mil horas ao longo da vida em atividades laborais, o que torna o local de trabalho um espaço estratégico para ações de promoção da saúde mental. Ana Menegotto, vice‑presidente de pessoas, comunicação e ESG da Sodexo Brasil, afirma que a organização do trabalho, a atuação das lideranças e os momentos de descanso e convivência têm influência direta sobre a saúde mental, e que a segurança psicológica deve resultar do desenho do ambiente e da cultura organizacional.

O debate sobre responsabilidades empresariais por riscos à saúde mental ganhou força com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR‑1), em vigor desde maio, que ampliou as obrigações das empresas nesse campo.

O estudo recomenda uma abordagem integrada da saúde mental, contemplando alimentação, sono, atividade física, ambiente físico, conexões sociais, sentido de propósito, gestão do estresse, aptidão mental e cuidado preventivo. A publicação reúne evidências de que esses fatores afetam diretamente a cognição, a produtividade e a capacidade de adaptação dos trabalhadores.

Entre os achados citados está a relação entre condições físicas do local de trabalho e desempenho cognitivo: empregados em edifícios com melhor ventilação e menores concentrações de poluentes obtiveram até 61% de desempenho superior em testes cognitivos. O relatório também aponta que a solidão eleva em 31% o risco de demência e está associada a maiores índices de ansiedade, depressão e esgotamento mental.

Além do impacto humano, os autores defendem que investimentos em saúde cerebral trazem retorno econômico. O documento indica que iniciativas voltadas à saúde mental podem somar US$ 6,2 trilhões ao PIB global até 2050, por meio da redução de afastamentos, do aumento do engajamento e da melhoria da produtividade. Para os responsáveis pelo estudo, isso exige que as empresas incorporem a saúde mental à estratégia de negócio, transformando o local de trabalho em um agente de proteção.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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