A China consolidou-se como o principal destino das exportações brasileiras em maio de 2026, com avanço de 9,5% na comparação anual, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). As vendas ao mercado chinês totalizaram US$ 10,50 bilhões no mês.
Desempenho setorial e acumulado do ano
O aumento das exportações para a China foi impulsionado principalmente pela demanda por produtos do agronegócio, entre eles soja, carnes e celulose. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, as remessas brasileiras à China somaram US$ 46,26 bilhões, alta de 21,8% ante o mesmo período do ano anterior, conforme os números da Secex.
Variações por parceiros comerciais
Enquanto as vendas ao mercado chinês cresceram, outros destinos registraram recuo em maio. As exportações brasileiras para a Argentina caíram 21,7%, totalizando US$ 1,33 bilhão no mês; a Secex aponta que a desaceleração da economia argentina tem afetado as trocas comerciais, principalmente nos setores industrial e automotivo.
Os embarques ao mercado dos Estados Unidos também recuaram: houve queda de 14%, para US$ 3,09 bilhões em maio. Segundo a divulgação oficial, esse desempenho sinaliza menor dinamismo nas relações comerciais entre Brasil e EUA no período.
Por outro lado, a União Europeia registrou crescimento nas compras do Brasil, com alta de 8,8% nas exportações em maio, totalizando US$ 4,91 bilhões. Esse resultado indica evolução das vendas brasileiras ao bloco europeu em meio a fluxos mais fracos para alguns outros parceiros.
Os dados divulgados pela Secex mostram, assim, um movimento de concentração de vendas em direção ao mercado chinês no mês de maio, ao mesmo tempo em que refletem perdas relevantes em destinos históricos como Argentina e Estados Unidos e ganhos moderados na Europa.
As estatísticas completas foram publicadas pela Secretaria de Comércio Exterior e compiladas em relatório sobre o desempenho das exportações brasileiras no mês de maio de 2026.
Fonte: Uberlandianofoco


