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segunda-feira, junho 15, 2026

Ministro da Fazenda defende revisão na composição do cálculo da inflação

Brasília, 15 de junho de 2026 — O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ser favorável a debates sobre ajustes na forma como a inflação é medida no Brasil, ao ressaltar que a lista de itens usada atualmente pode estar defasada em relação aos hábitos de consumo atuais.

Em entrevista gravada na sexta-feira (12) e divulgada nesta segunda-feira (15) em um podcast da Warren Investimentos, Durigan disse que o índice de preços ainda atribui maior peso a produtos e serviços que perderam relevância, enquanto itens que ganharam espaço nos últimos anos, como assinaturas de streaming e serviços em nuvem, têm representação menor do que deveriam.

O ministro também manifestou apoio à discussão sobre maior transparência no boletim Focus, do Banco Central, que consolida projeções do mercado para inflação, juros e demais variáveis econômicas. Segundo ele, aperfeiçoamentos no formato e na divulgação podem tornar a pesquisa mais clara para o público e para analistas.

Durigan afirmou que não pretende alterar a meta de inflação, atualmente fixada em 3%. No entanto, observou que o modelo de meta de inflação contínua — em que a meta vale permanentemente, e não apenas por períodos determinados — ainda não foi completamente assimilado pela sociedade e por parte da comunidade técnica.

Ao comentar o atual patamar elevado da taxa de juros, o ministro apontou fatores que pressionam a política monetária: a volatilidade do câmbio e o baixo nível de poupança no país. Durigan destacou que a instabilidade do mercado de câmbio e o prêmio de risco que o Brasil paga influenciam a necessidade de juros mais altos para manter alguma estabilidade.

O chefe da Fazenda também relacionou a política fiscal ao custo do crédito, defendendo o controle do crescimento das despesas obrigatórias para liberar espaço orçamentário para investimentos. Durigan reafirmou que o governo vai continuar negociando com o Congresso para evitar a aprovação de “pautas-bomba” — propostas com alto impacto fiscal que, segundo ele, poderiam elevar a inflação, a carga tributária e os juros.

Segundo a equipe econômica, projetos em tramitação no Congresso federal somam um custo adicional estimado em R$ 111 bilhões por ano para as contas públicas. Entre as medidas citadas estão a renegociação de dívidas rurais, o aumento do teto do Simples Nacional e a elevação de pisos salariais de categorias profissionais. Durigan disse que, caso essas medidas sejam aprovadas, o governo poderá vetá-las e acionar o Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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