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quarta-feira, junho 17, 2026

Atividade econômica de Minas Gerais recua 0,5% no 1º trimestre de 2026, afetada por agropecuária e indústria extrativa

Minas Gerais registrou queda de 0,5% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o último trimestre de 2025, segundo dados oficiais com ajuste sazonal. Enquanto isso, a economia brasileira cresceu 1,1% no mesmo período.

Setores e desempenho

O levantamento divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) aponta que o total de riquezas produzidas no estado alcançou R$ 285,7 bilhões em valores correntes no trimestre. Do montante, o setor de serviços foi o maior componente, com R$ 160,1 bilhões; a indústria somou R$ 64,7 bilhões; e a agropecuária ficou em R$ 23,5 bilhões.

No recorte por atividades, o setor de serviços cresceu 0,7% no início do ano, impulsionado sobretudo pelo desempenho do comércio, e funcionou como principal amortecedor da economia mineira. Essa alta, porém, não foi suficiente para compensar as perdas registradas em outros segmentos.

A agropecuária sofreu uma forte retração de 9,9% na comparação com o trimestre imediatamente anterior. O setor industrial do estado apresentou queda de 0,5%, impactado principalmente pela indústria extrativa mineral, que recuou 5,4% no período analisado.

Na comparação interanual com o primeiro trimestre de 2025, o PIB de Minas Gerais diminuiu 0,7%, discrepando do desempenho nacional, já que o PIB do Brasil avançou 1,8% no mesmo intervalo.

Projeções da FIEMG

Apesar do início de ano adverso, a FIEMG projeta recuperação gradual ao longo de 2026. A federação estima que Minas Gerais fechará o ano com um crescimento acumulado de 1,6% no PIB anual, hipótese que depende da recuperação mais consistente da indústria nos trimestres seguintes.

Segundo as metas da entidade, a indústria mineira precisará registrar expansão de 2,0% até dezembro. O setor de serviços tem previsão de alta acumulada de 1,5% no ano, enquanto a agropecuária deve encerrar 2026 com crescimento de 0,9%.

O economista-chefe da FIEMG, João Gabriel Pio, comentou sobre o cenário: “O início do ano apresentou desafios imprevistos para a produção, mas a tendência é que o segundo semestre traga uma reação gradual nos investimentos.”

Os próximos relatórios trimestrais serão determinantes para confirmar a tendência de recuperação ou aprofundamento da retração observada no começo de 2026.

Fonte: Regionalzao

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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