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quinta-feira, junho 18, 2026

Copom reduz Selic de 14,50% para 14,25% ao ano em decisão unânime

Resumo da decisão

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (17) uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, que passa de 14,50% para 14,25% ao ano. A decisão foi tomada por unanimidade entre os membros do comitê.

Motivos e contexto

O Banco Central informou que o cenário externo segue marcado por incertezas, em especial devido à indefinição sobre os termos de acordos para cessar conflitos armados no Oriente Médio e aos impactos já observados desses eventos nas condições financeiras globais. Segundo a nota do comitê, esse ambiente exige cautela de economias emergentes diante do aumento da volatilidade de preços de ativos e de commodities.

No plano doméstico, o Copom observou que a atividade econômica acelerou no primeiro trimestre, com retomada de setores com maior sensibilidade cíclica, e que o mercado de trabalho continua a demonstrar resiliência. Ao mesmo tempo, as medidas de inflação — tanto a inflação total quanto os indicadores subjacentes — apresentaram aceleração nas divulgações mais recentes e se afastaram da meta, ultrapassando seu limite superior na última leitura.

Reação do mercado e efeitos recentes

A expectativa por um corte já havia se consolidado entre a maioria dos analistas na semana anterior, especialmente após o anúncio, na noite de domingo (14), de fechamento de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. A projeção predominante do mercado era por um corte de 0,25 ponto percentual, que acabou se confirmando. Esta é a terceira redução consecutiva da Selic.

O Banco Central ressaltou que, além do objetivo principal de garantir a estabilidade de preços, a medida contribui para reduzir as flutuações do nível de atividade econômica e apoiar o pleno emprego. O relaxamento das tensões no Oriente Médio, com a reabertura do estreito de Ormuz, levou a queda nos preços do petróleo no início da semana, o que tende a aliviar pressões sobre combustíveis e, por consequência, sobre a inflação.

Política de metas e horizonte da política monetária

Desde o início de 2025, o sistema de metas do Banco Central estabeleceu como referência uma meta central de inflação de 3%, com banda de tolerância entre 1,5% e 4,5%. O Copom afirmou que calibrará a taxa Selic conforme a inflação caminhe em direção à meta. A instituição enfatiza que suas decisões se baseiam em projeções de inflação futuras — e não apenas na variação recente de preços —, considerando que os efeitos das mudanças na Selic demoram de seis a 18 meses para se materializar plenamente.

O BC indicou ainda que já está avaliando o cenário com foco no cumprimento da meta ao longo do horizonte relevante para a política monetária, incluindo projeções para 2027. Na semana passada, o mercado financeiro estimou o IPCA em 4,10% para o próximo ano, acima da meta central de 3%.

Na ata da reunião de abril, o Banco Central justificou que o longo período com a Selic em 15% ao ano contribuiu para desacelerar a economia, criando condições que tornam compatível a redução da taxa com a expectativa de convergência da inflação à meta nos próximos anos. O comitê afirmou que a magnitude e a duração do ciclo de ajustes serão definidas à medida que novas informações forem incorporadas.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/06/17/copom-reduz-a-taxa-basica-de-juros-da-economia-a-selic-de-1450percent-para-1425percent-ao-ano.ghtml

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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