A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu nesta sexta-feira (19) investigação sobre um desvio de mais de R$ 1,7 milhão em uma clínica de Uberlândia, que resultou no indiciamento do ex-administrador financeiro do estabelecimento.
Segundo o inquérito, o ex-administrador utilizou a confiança decorrente do cargo para movimentar recursos da clínica. A apuração apontou que ele tinha amplo acesso aos sistemas internos e às contas da empresa e realizou transferências eletrônicas fraudulentas ao longo de vários anos.
Uma mulher que permitia o uso de suas contas bancárias para operações vinculadas aos repasses também foi indiciada. A investigação classificou essa pessoa como cúmplice, responsabilizando-a por facilitar a ocultação dos recursos desviados.
A Unidade de Enfrentamento aos Crimes de Fraudes da Polícia Civil executou operação para cumprimento de mandados de busca e apreensão e adotou medidas cautelares sobre o patrimônio do investigado. Agentes realizaram buscas na residência do ex-funcionário, situada em condomínio de alto padrão, onde foram recolhidos documentos e materiais enviados para perícia.
Para garantir eventual ressarcimento à clínica, o Poder Judiciário determinou o bloqueio de bens do indiciado, incluindo o sequestro do imóvel onde ele residia, além do bloqueio de contas bancárias vinculadas a ele e à mulher que colaborou com as transações. Essas medidas visam preservar valores e bens até a conclusão dos atos processuais.
O ex-administrador foi indiciado pelos crimes de furto qualificado, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A mulher que cedeu suas contas foi indiciada pelo crime de lavagem de dinheiro. As autoridades não divulgaram, até o encerramento desta reportagem, detalhes adicionais sobre possíveis prisões ou medidas cautelares pessoais aplicadas aos envolvidos.
A investigação seguirá com análise pericial do material apreendido e trâmites judiciais referentes às medidas de bloqueio patrimonial e às ações penais correspondentes.
Fonte: Uberlandianofoco


