Especialistas em finanças orientam que, para quem quer começar a investir, o ideal é reservar uma parte da renda assim que o salário cai na conta, e não apenas aplicar o que sobrar no fim do mês. Segundo profissionais ouvidos, aguardar “sobrar dinheiro” costuma impedir o início de uma disciplina de poupança e investimento.
Como alternativa à prática comum, os especialistas sugerem inverter a lógica do orçamento doméstico: especificar uma parcela da renda destinada à poupança ou ao investimento antes de comprometer os recursos com outras despesas. Essa separação imediata ajuda a criar o hábito de aplicar regularmente e reduz a tentação de gastar aquilo que, de outra forma, seria economizado.
Uma das estratégias citadas pelos consultados é a chamada teoria dos três potes. A proposta organiza o orçamento em três blocos distintos: um para despesas do dia a dia, outro para montar uma reserva de emergência e um terceiro voltado a investimentos com objetivos de médio e longo prazo, como a compra da casa própria, viagens ou aposentadoria.
A regra prática mais conhecida associada a essa divisão estabelece a destinação de 60% da renda para gastos correntes, 30% para segurança financeira (como a reserva de emergência) e 10% para o futuro, por meio de aplicações. Os especialistas, contudo, enfatizam que a prioridade deve ser a regularidade das aplicações: mesmo percentuais menores, aplicados de forma constante, são melhores do que esperar por um montante “ideal” para começar.
Entre os motivos apontados para essa recomendação estão a disciplina financeira potencializada pela automatização das transferências para investimentos e a proteção proporcionada por uma reserva para imprevistos, que evita o saque prematuro das aplicações dedicadas a metas de longo prazo.
O g1 Explica, que semanalmente aborda economia, mercado financeiro e educação financeira, destaca essas orientações como formas práticas de organizar o orçamento pessoal e mostrar como decisões de planejamento afetam o bolso do consumidor.
Fonte: G1


