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quinta-feira, setembro 24, 2026

A presença feminina na economia e na política ainda é menor do que a participação no mercado de trabalho

As mulheres ocupam papel relevante na economia brasileira, respondendo por 45,7% dos trabalhadores registrados e por metade das vagas formais de emprego, além de, segundo o texto original, terem participação ainda mais elevada no trabalho informal. Esses números evidenciam presença econômica significativa, com impacto direto na produção, consumo e arrecadação de impostos.

No campo político, a participação feminina teve pequena evolução: passou de 33,8% nas eleições gerais de 2022 para 34,8% nas candidaturas registradas para 2026. Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram apresentadas 20.496 candidaturas para presidentes, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais, além de vices e suplentes, das quais 7.134 são de mulheres e 13.362 de homens.

O texto ressalta que, ao desempenhar papéis de produção, emprego e empreendedorismo, a mulher deixa de ser vista apenas como beneficiária de políticas públicas e passa a ser reconhecida como agente econômico — alguém que produz riqueza, emprega, investe, consome e contribui para o desenvolvimento nacional.

Além do efeito direto sobre a economia doméstica — já que a renda feminina movimenta famílias, comércios e serviços —, a saída ou o impedimento das mulheres no mercado de trabalho representa perda de capacidade produtiva para o país.

Segundo o artigo, parlamentos e governos com maior presença feminina costumam priorizar orçamentos e legislações voltados à primeira infância, saúde pública, educação básica e combate à violência doméstica. No entanto, o texto adverte que a centralidade dessas agendas sociais pode, em alguns casos, afastar a mulher do centro da economia e reduzir sua autoridade no setor privado e no desenvolvimento nacional.

A autonomia econômica é apontada como indicador de liberdade e transformação social: a combinação entre trabalho, renda e participação no PIB altera a condição da mulher, passando de beneficiária para protagonista. O artigo conclui que a democratização do poder econômico é um aspecto essencial a ser considerado no contexto eleitoral.

Por Maria Inês Vasconcelos
Advogada

*Esse é um artigo independente e não reflete, necessariamente, a opinião do Portal.

Fonte original: https://paranaibamais.com.br/colunistas/ponto-de-vista/a-democracia-incompleta-onde-estao-as-mulheres/

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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