Entidade critica ofensas e pede apuração
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) divulgou, na quinta-feira (29), uma nota pública em que repudia os ataques feitos pelo influenciador Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho a profissionais da imprensa e a veículos de comunicação. A entidade destacou que as declarações proferidas contra a jornalista Miriam Leitão, em especial aquelas de conteúdo misógino, ultrapassam os limites da liberdade de expressão.
No documento, a Abert afirma que as ofensas constituem uma grave incitação ao ódio e representam tentativa de intimidação a quem exerce jornalismo. A associação considerou inaceitável que comunicadores sejam alvo de discursos destinados a constrangê-los, desqualificá-los e a estimular violência em razão de seu trabalho.
A nota ressalta que esse tipo de ataque fere a liberdade de imprensa, a dignidade da pessoa humana e o direito da sociedade a receber informação livre, plural e independente. A entidade também expressou solidariedade à jornalista atingida e demais profissionais afetados pelas declarações.
A Abert manifestou ainda a expectativa de que as autoridades competentes tomem as medidas cabíveis para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos, conforme previsto em lei. No texto, a associação reafirma seu compromisso com a defesa da liberdade de expressão, do livre exercício do jornalismo e da integridade de profissionais da comunicação.
Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, citado na nota, é neto do ex-presidente do período da ditadura militar João Baptista de Oliveira Figueiredo. A nota da Abert não detalha procedimentos específicos a serem adotados, limitando-se a pedir a investigação e a responsabilização por parte dos órgãos competentes.
Ao reiterar a importância da proteção a jornalistas e veículos, a entidade buscou enfatizar que ataques públicos a profissionais da imprensa comprometem não só a segurança individual, mas também o pluralismo e a qualidade da informação disponível à população.
Fonte: G1


