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terça-feira, junho 16, 2026

Agro brasileiro enfrenta mudanças climáticas, falta de talentos e riscos geopolíticos em 2026, aponta estudo

Um estudo da EY intitulado “Top 10 riscos e oportunidades no agro em 2026” aponta que o agronegócio brasileiro terá pela frente, em 2026, desafios marcantes relacionados ao clima, à disponibilidade de profissionais qualificados e a riscos geopolíticos. Segundo a pesquisa, essas questões podem afetar diretamente a produção rural e a economia do setor.

Mudanças climáticas

As mudanças no clima são identificadas como a principal preocupação: 79% dos entrevistados classificaram os impactos climáticos como altos ou muito altos. Eventos extremos, como secas e enchentes, têm aumentado a imprevisibilidade da produção agrícola, provocando quebras de safra e maior volatilidade nos preços. Esse cenário de variabilidade climática tem efeitos em toda a cadeia produtiva, ampliando riscos para produtores e empresas ligadas ao setor.

Falta de mão de obra qualificada e geopolítica em foco

Outra questão apontada pelo estudo é a escassez de mão de obra qualificada. O agronegócio emprega cerca de 28,2 milhões de pessoas, e a demanda por profissionais capazes de operar tecnologias avançadas cresce mais rápido do que a formação desses trabalhadores. A lacuna entre oferta e qualificação pode limitar ganhos de produtividade nos próximos anos.

Os riscos geopolíticos também aparecem entre as principais ameaças. Conflitos internacionais e oscilações nos preços de insumos têm potencial de reduzir a rentabilidade do setor. A preocupação é ampliada pela forte dependência das exportações, com destaque para o mercado chinês como destino relevante para a produção brasileira.

Além disso, a reforma tributária e alterações regulatórias são apontadas como pontos críticos que exigem atenção das empresas rurais. Mudanças na estrutura de impostos podem alterar custos operacionais e estratégias de investimento, demandando planejamento estratégico para mitigar impactos financeiros.

A transformação digital surge como oportunidade importante, mas o estudo ressalta dificuldades na implementação de inovações em muitas empresas. O investimento em tecnologia é considerado essencial para elevar produtividade e competitividade, aproveitando um ecossistema nacional de startups já consolidado.

Por fim, a pesquisa destaca que a gestão financeira e a busca por eficiência operacional permanecem como pilares fundamentais para o setor. Em um ambiente de maior volatilidade, o uso de ferramentas de proteção financeira passa a ser necessário para preservar a sustentabilidade dos negócios e assegurar a continuidade do crescimento do agronegócio.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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